ARQUIDIOCESE DE OLINDA E RECIFE

Um sarau no Palácio dos Manguinhos, sede da Cúria Metropolitana, chamou a atenção de quem passava pela avenida Rui Barbosa na noite desta quarta-feira (28/08), no Recife. Autoridades, clero, intelectuais e movimentos populares participaram do lançamento da fotobiografia “Dom Helder Camara, o Santo revelado”, organizada por Augusto Lins Soares, em memória aos 20 anos de morte do arcebispo emérito de Olinda e Recife. O evento foi promovido pelo Instituto Dom Helder Camara (IDHeC) e pela Companhia Editora de Pernambuco (Cepe), com apoio da Arquidiocese de Olinda e Recife e do Governo do Estado, através de sua Secretaria de Cultura e da Fundarpe.

“É uma grande alegria celebrar o legado de Dom Helder aqui na Cúria e participar de uma noitada cultural como as que ele gostava de promover”, disse o arcebispo de Olinda e Recife, dom Fernando Saburido. “Em nenhum momento neste sarau se viu tristeza, mas uma alegria contagiante, um entusiasmo pela vida, pela justiça social, um sentimento de gratidão a este homem que encantou o mundo”, completou.

A noite com versos rimados certamente fez jus à memória de Dom Hélder. Em 1964, Dom Helder escreveu: “Ai do país que deixa de ter poetas ou onde a poesia deixa de ser amada, entendida, discutida” (40ª circular interconciliar). O poeta e mestre de cerimônias Antônio Marinho exaltou a personalidade e o trabalho do arcebispo emérito com sua arte. “Dom Helder é um bom mote, um monte, um tudo”, disse, já brincando com as palavras ao associá-las à grandeza do homenageado. Nascido em São José do Egito, Marinho arrancou aplausos da plateia – e risadas também – com poesias de sua autoria e de outros poetas nordestinos como Chico Pedrosa e Louro do Pajeú.

“Foi uma festa do Reino porque pessoas das mais diferentes origens confraternizaram em torno da justiça e da paz e no seguimento a Jesus Cristo, universal como foi a proposta de Salvação”, comentou Antônio Carlos Magalhães, do IDHeC, feliz por tudo ter acontecido conforme organizado. “Nos 20 anos de partida de dom Helder, ele merecia uma homenagem como essa”, disse.

Dentre os que prestigiaram o evento estavam o presidente da Fundarpe, Marcelo Canuto; o presidente do IDHeC, Antônio Carlos Maranhão; o deputado estadual João Paulo; a secretária de Cultura do Recife, Leda Alves; o reitor da Universidade Católica de Pernambuco, padre Pedro Rubens; o postulador da causa de beatificação e canonização de dom Helder, frei Jociel Gomes; familiares do bispo auxiliar emérito Dom José Lamartine; e jovens atendidos pela Casa de Frei Francisco, instituição mantida pelo IDHeC.

Não somente a data, mas a pessoa e o legado de Dom Helder foram lembrados e festejados no sarau. Momento de celebrar a vida do “Irmão dos Pobres”, ícone da justiça social, que foi declarado pela Organização das Nações Unidas o patrono brasileiro dos Direitos Humanos.

Pascom AOR