A avaliação positiva do projeto Cidadania e Justiça Social nas Comunidades, realizado há um ano pela Arquidiocese de Olinda e Recife nos municípios de Itapissuma e Ilha de Itamaracá, levou à necessidade de elaboração de um novo projeto, desta vez também com o apoio da Caritas NE2, para a continuidade das ações desenvolvidas nas comunidades.
O projeto original teve início em junho de 2015 e atende as três comunidades que têm os menores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) do litoral norte do estado: Ferro Velho, em Itapissuma, e Jaguaribe e Salinas, na Ilha de Itamaracá.
Com recursos oriundos da organização católica Misereor, da Alemanha, agentes da Comissão de Pastoral para o Serviço de Caridade, da Justiça e da Paz da Arquidiocese de Olinda e Recife realizaram atividades de empoderamento com os moradores, com o objetivo de melhorar a qualidade de vida nas comunidades. Ações concretas como fóruns, rodas de conversa e outros encontros ajudaram a conscientizar a população sobre o direito às políticas públicas. Também foi oferecida qualificação profissional para os atendidos pelo projeto, capacitando jovens e adultos para competir no mercado de trabalho ou iniciar ações de empreendedorismo em seus municípios. E em consonância com o tema da Casa Comum, a educação ambiental alertou e preparou para a preservação das riquezas naturais do entorno.
Em visita à Arquidiocese para avaliar o andamento do projeto que completou um ano, a encarregada de projetos da Misereor para a América Latina, Madelaine Brocke, reuniu-se com a Comissão Arquidiocesana de Pastoral (CAP) em Itapissuma e, após um dia inteiro de apresentações e discussões, já com o relatório do projeto em mãos, disse estar satisfeita e feliz com os resultados. Madelaine Brocke ouviu algumas das conquistas comprovadas do projeto: um grupo de pais organizados protagonizam, pressionam e viabilizam a instalação de creches nas Prefeituras; dezenas de jovens e adultos das comunidades foram capacitados e inseridos no mercado de trabalho; práticas de conservação ambiental, como coleta seletiva e reciclagem de resíduos sólidos, foram adotadas nas comunidades.
O presidente da CAP, Pe. Hélio Nascimento, revela que esses resultados geraram efeitos outros, não previstos no projeto. “As pessoas estão mais unidas, havendo inclusive um processo de interação entre as comunidades para apoio quanto ao exercício da cidadania”, comentou padre Hélio.
Com o interesse, tanto por parte da Arquidiocese quanto por parte da Misereor, em renovar o projeto por mais 3 anos, a CAP Justiça e Paz iniciou a elaboração de um projeto complementar, contemplando as mesmas comunidades, mas alargando as atividades para melhores e outros resultados. Para a coordenadora do projeto na Arquidiocese, a assistente social Carolina Andrade, a grande lição que se pode tirar do projeto Cidadania e Justiça Social nas Comunidades é que “vale a pena investir, se preocupar e realizar ações concretas para melhorar a vida dos setores sociais mais vulneráveis”, disse.
Enquanto Igreja, a CAP trabalha para que as ações deste projeto sirvam como exemplo para as pastorais sociais, mostrando a forma adequada de utilização de estratégias e metodologias, de modo a multiplicar resultados em outras comunidades.
Pascom AOR







