ARQUIDIOCESE DE OLINDA E RECIFE

A Paróquia Nossa Senhora do Rosário, na Torre, acolheu os fiéis ontem (13/07) à tarde para participar de missa presidida pelo arcebispo de Olinda e Recife, dom Fernando Saburido. A celebração teve participação dos integrantes da Pastoral da Inclusão e dos devotos de Santa Luzia, a santa protetora dos olhos e da visão, que é lembrada todo dia 13 na paróquia.  

Concelebraram a missa o pároco da Torre, monsenhor Romeu da Fonte, e os padres Jurandir Júnior, da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes em Nova Descoberta, e Marlon Lauriano, da Paróquia Nossa Senhora de Guadalupe em Olinda.

Toda a celebração foi traduzida em Linguagem Brasileira de Sinais (Libras). Os integrantes da pastoral, que têm necessidades especiais, não tiveram dificuldades em participar da missa. Leituras e cantos foram traduzidos; cadeirantes tinham espaço reservado; um cadeirante leu o salmo; portadores de síndromes e cegos participaram da procissão do ofertório. “Vim pela devoção a Santa Luzia e fiquei surpresa e emocionada com a participação dos deficientes auditivos, visuais e físicos”, disse a paroquiana aposentada Maria de Lourdes Santos.

A homilia de dom Fernando lembrou que todos são convidados a viver o amor de Deus.  “Essa missa é uma oportunidade de vivenciar o compromisso com a fé, como cristãos ativos iguais, dando sua contribuição, fazendo com que o reino de Deus aconteça”, disse o arcebispo. Também os deveres cristãos foram destacados pelo arcebispo. “Os que se sentem acolhidos e amados devem acolher e amar, levando outras pessoas à experiência do amor de Deus”, afirmou, citando ainda o Evangelho do dia: “De graça recebestes, de graça deveis dar”!

Como em todas as missas celebradas no dia 13 em memória de Santa Luzia, houve um momento para a partilha de testemunhos. “Uma graça alcançada é uma graça testemunhada”, animou o padre Jurandir. A paroquiana Lourdes contou a luta de seu neto Heitor contra um abcesso no olho e a cura que chegou pela intercessão de Santa Luzia, sem a necessidade de intervenção cirúrgica, o que poderia ser muito perigoso, pois Heitor é hemofílico (tem dificuldades de coagulação sanguínea).

Com ajuda de uma bengala para vencer os degraus e chegar ao presbitério, a deficiente visual Filomena de Almeida, paroquiana da Imbiribeira, deu testemunho de sua fé. “A gente não pede somente os olhos da matéria, mas também os olhos da alma, por isso agradeço a Deus e a Santa Luzia por ter conseguido escrever e publicar meu segundo livro, ‘Um novo amanhecer’, em tinta e em braile”, disse.

Após os testemunhos, dom Fernando deu aos presentes a bênção de Santa Luzia. Os fiéis participaram da celebração com entusiasmo. Todo dia 13 do mês, a matriz da Torre faz memória de Santa Luzia às 15h.

Pascom AOR