ARQUIDIOCESE DE OLINDA E RECIFE

Nesta quinta-feira, 26 de outubro, horário das 15h na Itália e 10h no Brasil, o papa Francisco falou ao vivo com seis astronautas da Estação Espacial Internacional, por cerca de 30 minutos. A nave espacial de missão internacional estava a 360 km de altura da Terra no momento da conexão, que aconteceu direto da Sala Paulo VI, no Vaticano.

A conversa envolveu astronautas e cosmonautas da Itália, da Rússia e dos Estados Unidos. O papa Francisco fez perguntas e interagiu com os astronautas. Um dos astronautas russos afirmou que do espaço é possível ver como o planeta é frágil e como é delicada a atmosfera que envolve a Terra. O papa perguntou a ele como ele via Deus e o Espaço. O astronauta respondeu citando que após ler livro do piloto e escritor francês Antoine de Saint-Exupéry, é possível observar que as fronteiras do planeta são muito tênues e nos damos conta de quão delicada é a nossa existência e como tudo se encontra interconectado. Ele concluiu a fala afirmando que é preciso cuidar do planeta e que espera um futuro melhor. O outro astronauta russo informou que seu avô trabalhou em 1957 na construção do primeiro satélite artificial russo Sputinik – o primeiro a ser lançado no espaço a partir da ex- União Soviética – e para ele, estar nesta missão na estação espacial internacional representava a realização de um sonho de família.

A comunicação com os astronautas da Estação Espacial Internacional aconteceu via satélite e estava programada  inicialmente para às 17 horas desta quinta-feira, mas teve se der antecipada para as 15h, porque o papa precisou falar por videoconferência com vítimas do terremoto do México às 17h.

Francisco tem apoiado bastante o trabalho da Academia Pontifícia das Ciências, que regularmente reúne no Vaticano cientistas de todo o mundo para Simpósios sobre temas como as mudanças climáticas. 

Ele não é o primeiro papa a falar com o espaço – Em 21 de maio de 2011, Bento XVI se comunicou com os astronautas de uma missão da Estação Espacial Internacional, e os definiu “representantes da humanidade numa exploração que abre novos espaços e possibilidades de futuro”. Na conversa via satélite, o papa emérito disse ainda “estar convencido de que aquela missão tinha como finalidade colocar os resultados à disposição do bem comum”. 

(Fonte: site e rádio Vaticano)