ARQUIDIOCESE DE OLINDA E RECIFE

Falta um ano para a Arquidiocese de Olinda e Recife completar 350 anos de história. Mas as comemorações já começaram. Neste domingo, 16 de novembro, a Catedral do Santíssimo Salvador, em Olinda, recebeu o clero, seminaristas, religiosos e leigos para a missa de abertura desse tempo de graça. O arcebispo dom Paulo Jackson presidiu a missa solene, acompanhado pelos bispos auxiliares dom Josivaldo Bezerra e dom Nereudo Freire e pelos vigários episcopais. A prefeita de Olinda, Mirela Almeida, recebeu das mãos do arcebispo uma cópia da bula papal de criação da Diocese de Olinda, datada de 1676, porque, pela mesma bula, a Vila de Olinda foi elevada à categoria de cidade. Era, portanto, uma “certidão de nascimento” da cidade, que ela prometeu enviar para o setor responsável por tombamentos, para que a população olindense tenha acesso ao documento.

O arcebispo disse estar extremamente agradecido a Deus por este momento. “Eu creio que quatro palavras devem ser muito fortes para nós, hoje”, comentou. “A primeira é memória: fazer memória dessa história, conhecer, apropriar-nos dela, amá-la. A segunda palavra é gratidão: agradecer a Deus por tantos homens, mulheres, bispos, presbíteros, diáconos, leigos, religiosos que doaram a vida ao longo desses 350 anos. A terceira palavra é perdão: certamente houve equívocos, erros e pedimos perdão a Deus por aquilo que não saiu conforme a vontade do Senhor. E a quarta palavra é súplica: pedir ao Senhor graças abundantes, bênçãos, para que a gente possa viver o futuro com esperança, com o olhar fixo em Jesus, nosso Senhor e Salvador”.

O povo acompanhou atentamente a homilia de dom Paulo, que fez referência ao Dia do Pobre, instituído pelo papa Francisco. No domingo, inclusive, aconteciam os jubileus dos Seminaristas e das Pastorais Sociais, que se uniram às comemorações na igreja da Sé. Na missa, houve espaço para unir dois jubileus, num momento especial: futuros padres da Arquidiocese interpretaram em violão e violino, a oração de São Francisco, o pobrezinho de Assis. Representação da mensagem de dom Paulo na homilia: que piedade no culto e justiça social devem sempre andar juntos, numa Igreja pobre e servidora.

Dom Paulo abençoou a berlinda com a imagem de Santo Antônio, padroeiro da Arquidiocese de Olinda e Recife. A imagem vai peregrinar durante todo o ano nas paróquias, santuários, basílicas, hospitais e escolas, para que todos os fiéis tenham oportunidade de festejar os 350 anos, assim como os que participaram da missa de abertura. A assessora contábil Polyana Souza estava na Catedral, encantada com a oportunidade de viver esse momento histórico para a Igreja local. “Desejo à Arquidiocese vida longa e fico extremamente honrada por poder estar participando dessa celebração”, disse. “Que a gente possa ser Igreja viva, levando a palavra de Nosso Senhor mundo afora, o amor e o sacrifício que ele nos deixou, e que a gente possa ser Igreja dentro e fora das igrejas”, concluiu a fiel.

Ainda como parte das comemorações, dom Paulo inaugurou uma exposição nas capelas laterais da catedral. A exposição conta desde a criação da Diocese de Olinda, pelo Papa Inocêncio XI, desmembrando-a das terras de Salvador, até o novo brasão da Arquidiocese, inaugurado e apresentado na exposição. Linha do tempo, objetos litúrgicos seculares, imagens sacras, os bispos ao longo dos séculos também fazem parte da exposição. Dom Paulo fez ainda a entrega das flâmulas comemorativas que devem ser expostas, até novembro do próximo ano, nas igrejas do território arquidiocesano.

Foi somente o início de um ano especial para este povo de Deus. A programação, até 15 de novembro de 2026. inclui, além da peregrinação da imagem de Santo Antônio, eventos como lançamento de livro, corrida de rua, música e muitas palestras sobre a história da Arquidiocese.

Pascom AOR