Na noite desta sexta-feira (10/06), a catedral do Santíssimo Salvador, em Olinda, ficou repleta de seminaristas, padres, bispos, autoridades civis e fiéis católicos para a missa em ação de graças pelos 75 anos do arcebispo de Olinda e Recife, dom Fernando Saburido. A missa teve um quê de despedida: por ter alcançado a idade limite para o cargo, dom Fernando enviou ao Papa Francisco sua carta de renúncia, conforme prevê o direito canônico.
“A carta foi enviada ao Papa, mas isso não quer dizer que eu saia imediatamente, porque o santo padre precisa ainda aceitar a renúncia, o que deve acontecer porque é de praxe, e depois tudo é encaminhado para a Nunciatura para que comece o processo de escolha do sucessor”, explicou o arcebispo.

A homilia da missa, feita pelo bispo auxiliar dom Limacêdo Antônio, revelou o arcebispo como “um homem de escuta, com imensa capacidade de perdoar, educado para administrar, um homem da sinodalidade – antes mesmo de o papa Francisco tornar o assunto tão importante e popular”.
As falas ao final da missa foram muitas, como a da vice-governadora de Pernambuco, Luciana Santos; o prefeito de Olinda, Professor Lupércio; o prefeito do Recife, João Campos. Dentre as homenagens, o canto do bispo melquita Dom Farès Maakaroun, as palavras doces e acertadas do presidente do Regional NE2, dom Paulo Jackson.
O clero presenteou dom Fernando com um cálice para celebrar a Eucaristia. O presente foi entregue pelo padre Romeu da Fonte, que aos 93 anos é o pároco mais antigo em atividade na Arquidiocese – está há 68 anos à frente da Paróquia Nossa Senhora do Rosário e Santa Luzia, no bairro da Torre e, portanto, conhece dom Fernando desde sua ordenação presbiteral, acompanhando a ordenação episcopal, a posse como auxiliar de Olinda e Recife, depois como bispo de Sobral (CE) e seu retorno à Arquidiocese de Olinda e Recife como arcebispo.

Após as falas, o aniversariante falou sobre a alegria e a responsabilidade de ser arcebispo na terra onde nasceu e se formou sacerdote. Dom Fernando disse que, enquanto arcebispo, vai dar o melhor de si todos os dias, até o final de seu pastoreio. “Só vou parar de trabalhar quando passar o báculo ao sucessor”, disse. “Por enquanto, há muito que se fazer, como o Congresso Eucarístico Nacional, por exemplo”.
É justamente o Congresso Eucarístico que deve manter dom Fernando no cargo até o final do ano. Além do andamento da escolha do sucessor, que demora algum tempo, o Papa deve levar em consideração a experiência de dom Fernando ao longo desses anos na preparação para o Congresso Eucarístico Nacional que vai ser realizado em novembro no Recife. Em 2023, certamente, o nome do sucessor será anunciado.

Em 12 anos como arcebispo de Olinda e Recife, dom Fernando ordenou mais de cinquenta padres diocesanos, descentralizou a administração com a instituição dos vicariatos, criou 50 novas paróquias, inaugurou duas Fazendas da Esperança e conquistou seu rebanho por sua atenção para os pobres e suas ações de atendimento e promoção social dos mais necessitados.
Pascom AOR



















