A chegada das Filhas de São Paulo a Recife, em 28 de novembro de 1956, marcou o início de uma missão dedicada a comunicar o Evangelho com os meios de comunicação. As irmãs Paulinas, como são mais conhecidas, estabeleceram sua primeira livraria no estado, tornando-se presença constante na vida cultural e espiritual pernambucana. Ao longo dessas quase sete décadas, trabalharam incansavelmente para que a Boa-Nova alcançasse lares, escolas e comunidades.
Os 69 anos de atuação em Recife foram comemorados em grande estilo – já uma prévia para os 70 anos. Uma celebração eucarística presidida pelo arcebispo metropolitano da Arquidiocese de Olinda e Recife, dom Paulo Jackson, reuniu as religiosas Paulinas que residem em Recife, atualmente: as irmãs Cícera Gomes, Edimá Enedina, Flávia Vitorino, Lourdes Alves, Maria José Aguiar e Sheila Araújo, além das aspirantes Ana Carolina Santos e Jéssica Bueno.
Além da comunidade religiosa, estava presente a equipe de colaboradores que atuam como extensão da missão, como afirmou o fundador da congregação, o bem-aventurado Tiago Alberione. Também participaram da celebração alguns Cooperadores Paulinos, religiosas de outras congregações, amigos e clientes.

No início da celebração, irmã Sheila Araújo, atual gerente da livraria, relembrou com emoção as palavras expressadas pelo Dom Helder Câmara em abril de 1976, durante a inauguração do novo local de funcionamento da Livraria Paulinas no edifício Santa Tecla, no centro do Recife, que é a sede atual. “Estamos dentro de uma catedral”, disse dom Helder. “Com propriedade, com que razão a gente contempla qualquer destes livros, e quantas ideias estão dentro de cada um deles! Aqui está o pensamento humano, aqui está a participação do poder divino! O homem tem esta glória e esta responsabilidade, ele é chamado a participar do poder do criador”, afirmou.
Nesse momento em que a Igreja conclui o ano litúrgico, preparando os cristãos para o Advento, dom Paulo Jackson, em sua homilia, relembrou que “todos devem vigiar orando”, e deixou seu recado para os fiéis presentes, mas de modo particular para as religiosas: “A religiosa deve ser movida pela esperança. Devemos esperar o Rei que vem, com a esperança escatológica”, acentuou o arcebispo.
Para a irmã Flávia Vitorino, religiosa paulina que participou da celebração, “o apoio do arcebispo, o carinho e a atenção de vir aqui, comemorar conosco, com a comunidade Paulina, é uma grande graça”. A religiosa completou, dizendo que “as Irmãs Paulinas são gratas pelas experiências vividas em terras pernambucanas durante esses 69 anos de história carismática, gratas pelas irmãs pioneiras, pelas demais que passaram por aqui, por cada formanda, pelos colaboradores que sempre caminharam conosco. E desejamos continuar caminhando nos passos de Alberione, que sempre orientou que a Livraria Paulinas deve ser um local de experiências, acolhimento, entretenimento, fé, paz, qualidade de vida e cultura, ideal para interagir com pessoas. Apesar dos desafios atuais, seguimos com a missão na fé e crendo, a cada dia, que a mão do Senhor está sobre nós”.
Texto: Ir. Flávia Vitorino, fsp.













