A tradicional procissão de Santo Antônio levou centenas de fiéis às ruas do bairro de Água Fria, na Zona Norte do Recife. Com lírios e mensagens nas mãos, os devotos saíram ao tocar do sino da paróquia dedicada a Santo Antônio, ontem. Fogos de artifício, santinhos e camisetas mostravam a devoção por um dos santos mais populares do mundo. Imagens de Santo Antônio e lírios brancos eram vistos nas mãos da maioria dos participantes. Para os cristãos, a flor representa a Virgem Maria. Já no folclore brasileiro, representa o casamento. Após a procissão, os fiéis voltaram para a paróquia, onde o arcebispo de Olinda e Recife, dom Fernando Saburido, presidiu uma missa que encerrou a trezena, iniciada no 1º de junho. Os treze dias de festividades tiveram como tema “Santo Antônio: Arca do Testamento” e contou com a presença de padres convidados.
A dona de casa Tatiane Conceição, de 27 anos, acompanha a procissão desde o 10 anos. “Eu comecei vindo com a minha mãe e a minha avó, mas hoje em dia vem a família inteira. Também frequentamos a paróquia de Água Fria todos os domingos”, destacou. A fiel disse acreditar que o padroeiro ajude os que buscam sorte no amor. “Eu ainda não fiz simpatia ou pedidos, mas conheço muitos devotos que conseguiram alcançar a graça por causa dele”, contou.
Segundo o arcebispo, a Igreja Católica não confirmou que Santo Antônio seja casamenteiro. “Isso não tem nenhuma comprovação histórica, não existe nenhum fundamento. É mais uma tradição do povo, mas tudo bem. Tudo que estimula a fé do povo é válido. Ele também era muito preocupado com os pobres e muito popular entre as pessoas. Essa tradição pode ter surgido por isso, já que ele era um homem do povo, um missionário”, observou Saburido.
O arcebispo lembrou ainda que, embora poucos saibam, Antônio de Pádua é padroeiro da arquidiocese. “Nossa Senhora do Carmo é padroeira do Recife e Santo Antônio da arquidiocese e de todo o Estado de Pernambuco. É muito querido não só aqui, como em todo o mundo. Um guerreiro, missionário, corajoso. Um homem que viveu pouco, mas intensamente. Um cristão que passou para todos nós um exemplo de fidelidade evangélica”, salientou.
Reportagem: Priscilla Aguiar
Fonte: Folha de Pernambuco







