ARQUIDIOCESE DE OLINDA E RECIFE

20160701_123452A Basílica da Penha, no centro do Recife, estava lotada nessa sexta-feira (01) para a celebração da missa dos 138 anos de falecimento de Dom Vital, primeiro frade capuchinho a ser ordenado bispo no Brasil. A missa solene foi presidida pelo arcebispo de Olinda e Recife, Dom Fernando Saburido, e concelebrada pelo pároco, Frei França, pelo postulador da causa de beatificação e canonização de Dom Vital, Frei Jociel Gomes, e outros sacerdotes.

Dom Frei Vital nasceu no Sítio Jaqueira do Engenho Aurora em 1844, na Paraíba, numa área que, naquela época, pertencia ao estado de Pernambuco. Em 1872, foi sagrado Bispo de Olinda – o vigésimo na sucessão episcopal – com apenas 28 anos. Foi preso pelo Governo Imperial por defender a Igreja frente aos interesses escusos dos governantes. Foi exilado na França, onde faleceu, doente, em 1878 – aos 33 anos. Em 1881, seus restos mortais foram exumados e trazidos para o Brasil, na Basílica da Penha, no Recife.

A história de heroicidade de Dom Vital na defesa pela fé fez a Arquidiocese pleitear a beatificação e canonização do jovem bispo à Santa Sé. Ainda que o Papa não o tenha declarado, até agora, Venerável Servo do Senhor, fiéis de todo o estado buscam a Basílica da Penha para rezar diante de seu túmulo. Todos acreditam que o processo avance e Dom Vital possa ser declarado Beato e, finalmente, Santo.

Dom Fernando Saburido expressou, na homilia, as virtudes heroicas de Dom Vital, citando-o como cristão modelar, exemplo de perseverança na fé e obediência a Deus. “Dom Vital teve somente seis anos de ordem, mas deu o seu sim firmemente ao chamado de Deus num momento importante da Igreja, o que nos chama a imitá-lo, professando nossa fé e defendendo nossas convicções em quaisquer adversidades”, afirmou o arcebispo.

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Pascom AOR