ARQUIDIOCESE DE OLINDA E RECIFE

A Arquidiocese de Olinda e Recife viveu intensamente a Quarta-feira de Cinzas (17/02) que abre a Quaresma – período de quarenta dias em preparação para a Páscoa do Senhor. Em todas as paróquias, fiéis receberam as santas cinzas sobre a cabeça, em sinal de humildade, sabendo que “és pó e ao pó voltarás” (Gn 3,19), oportunidade para a conversão.

Na catedral metropolitana, no Alto da Sé, em Olinda, a missa foi celebrada às 9 horas da manhã. Na impossibilidade da participação do arcebispo dom Fernando Saburido, que está se recuperando da Covid-19 em casa, a missa deveria ser presidida pelo bispo auxiliar, mas ainda sem o resultado do exame que foi aconselhado a fazer, dom Limacêdo Antonio achou prudente não ir à catedral. A missa foi presidida, então, pelo vigário geral da Arquidiocese, monsenhor Luciano Brito, que é também pároco de Nossa Senhora de Fátima, em Boa Viagem.

“A Páscoa é a grande solenidade que nós celebramos a cada ano e nesses quarenta dias antes da Páscoa, a Igreja nos chama à oração, à caridade e ao jejum”, explicou o monsenhor. “A quarta-feira de cinzas reveste-se desses três pilares sagrados para um momento de perdão, num exercício da misericórdia para conosco, a caminho da conversão”.

Para segurança de todos, nesta quarta-feira os fiéis receberam as cinzas sobre a cabeça, e não na fronte, como de costume. O cuidado de não tocar a fronte do fiel foi uma orientação da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, do Vaticano, para evitar a propagação do Coronavírus. A decisão foi respeitada pelo clero e bem aceita pelos fiéis, como o auxiliar administrativo José Reginaldo, que participou da missa na catedral de Olinda. “Não perco a Missa das Cinzas porque é muito importante para começar a caminhada para a Páscoa”, disse. “Colocar as cinzas na cabeça foi muito bom para todo mundo, porque a gente tem que ter cuidado nesse período de pandemia, cuidado com a saúde e com a vida”, afirmou.

Na missa, monsenhor Luciano Brito leu a homilia que dom Fernando havia preparado, com carinho, para os fiéis. O texto lembrou que não se deve desanimar diante das dificuldades trazidas no dia a dia, especialmente pela pandemia. “A mensagem da Páscoa chega em tempo oportuno para revigorar o ânimo abatido e nos apresentar uma mensagem de esperança confiante no Cristo ressuscitado. Para acolher bem esse tempo, é importante podermos aproveitar ao máximo a graça quaresmal”, dizia o texto.

Também a Campanha da Fraternidade Ecumênica 2021 foi assunto na homilia do bispo, convidando o povo a contemplar a Páscoa de Jesus como um ato de amor à humanidade que chama ao diálogo em todas as suas dimensões. “Quem ainda separa fé e vida, fé e caridade, teme que a Campanha da Fraternidade possa ofuscar o nosso olhar e nos distrair da centralidade do Mistério Pascal. Ao contrário, traz para nós no cotidiano da vida, o apelo pascal do Ressuscitado que quer nos encontrar como veio aos discípulos na tarde do domingo da Páscoa e nos dar, como deu a eles, a paz, a alegria e a reconciliação entre nós, cristãos, assim como a missão de semear e transmitir ressurreição para toda a humanidade e para a nossa terra ferida”.

Pascom AOR