Menos voluntários e consequentemente menos crianças atendidas. Essa é a realidade que vem preocupando os agentes da Pastoral da Criança em Pernambuco. O assunto foi debatido no último final de semana, em um encontro estadual, na cidade de Caruaru. Setenta pessoas, das dez dioceses se reuniram para avaliar o andamento da pastoral no primeiro semestre de 2012. Um dos organismos sociais mais importantes da Igreja, tem agora o desafio de reverter esse quadro.
De acordo com o coordenador estadual da Pastoral da Criança, Agenaldo Lessa, a queda no número de atendimento de crianças de 0 a 6 anos, é uma realidade em todo o país. Em Pernambuco, especificamente, a redução chega a um índice de pouco mais de 5%. “É um número grande que nos preocupa, dentre vários fatores a falta de voluntários é a principal causa desse problema”, pontuou.
A Pastoral da Criança é reconhecida como uma das mais importantes organizações que trabalham em ações de combate à mortalidade infantil e melhoria da qualidade de vida das crianças e suas famílias em todo mundo. Desde 1983, tem como objetivo promover o desenvolvimento integral das crianças pobres, da concepção aos seis anos de idade, no Brasil e em mais 19 países. Para manter e até ampliar esse legado deixado pela doutora Zilda Arns, a coordenação estadual pretende intensificar algumas ações, como por exemplo, aumentar as capacitações dos voluntários e trabalhar na motivação daqueles que já atuam na pastoral. “O agente é a peça fundamental desse trabalho e nele será o nosso fóco. Não queremos só recuperar os 5%, mas na verdade ampliar o nosso atendimento”, afirmou Agenaldo Lessa.
A redução do número de agentes também dificulta o trabalho das equipes existentes, muitas estão sobrecarregadas sem capacidade de articulação, é o que alerta a coordenadora do núcleo Zona da Mata, Nadja Rebêlo.”As equipes já sentem a falta de mais voluntários e isso afeta todo o nosso trabalho”, lamentou. Nadja reforça que as pessoas interessadas em integrar a Pastoral da Criança devem procurar as coordenações paroquiais que existem em quase 100 paróquias da arquidiocese. “Os novos voluntários participam de uma capacitação para conhecer o trabalho da pastoral, a partir daí ele começa a atuar efetivamente”, explicou a coordenadora.
As paróquias que ainda não têm Pastoral da Criança podem procurar a coordenação do setor. “Com a divisão por vicariatos ficou mais fácil a articulação, pois contamos com o apoio de padres sensíveis a pastoral capazes de coordenar regiões menores”, afirmou. Para mais informações os interessados podem ligar para 3223.1247 ou indo diretamente na coordenação arquidiocesana da Pastoral da Criança, na sede da CNBB NE2, rua Dom Bosco, 908, Boa Vista.
Balanço – Apesar da constatação da redução no número de agentes, Agenaldo Lessa considera positivo o trabalho da Pastoral da Criança em Pernambuco. Segundo ele, toda a diocese conta com membros comprometidos e dispostos a fazer a pastoral crescer. “O encontro foi muito satisfatório. Tivemos momentos de espiritualidade, que sem dúvidas nos fortaleceram. No final do ano vamos nos reencontrar e tenho certeza que já teremos resultados positivos”, declarou.
Da Assessoria de Comunicação AOR
Foto: Charles Cavalcanti







