
O arcebispo de Olinda e Recife, dom Fernando Saburido, celebrou, nesta quinta-feira à tarde, a missa da Ceia do Senhor, na catedral metropolitana, em Olinda. A portas fechadas, a celebração não contou com a presença dos fiéis, atendendo às recomendações das autoridades de saúde, em consonância com o pensamento da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Ainda por conta da problemática da pandemia de Covid-19, o rito do Lava-pés foi suprimido da celebração. “Na quinta-feira santa nós rememoramos a instituição da Eucaristia e do sacerdócio ministerial, iniciando o tríduo pascal que culmina com a celebração da Páscoa”, explicou a arcebispo.

A celebração foi acompanhada pelos fiéis de suas casas, através das transmissões ao vivo pelas redes sociais da Arquidiocese – não somente na catedral, mas nas igrejas paroquias com seus padres e ministros. O arcebispo de Olinda e Recife lembrou o Dia do Padre e agradeceu o esforço de cada um deles em manter as celebrações e a participação do povo nesses tempos de isolamento social. “Há muito esforço da parte dos sacerdotes, dando o melhor de si para que as pessoas possam acompanhar de casa tudo aquilo que está acontecendo, reservadamente, dentro das igrejas”, comentou.

Poucas pessoas estavam na catedral para a celebração: o diácono Sérgio Douets coordenou a equipe de Liturgia, juntamente com a irmã Paula. No serviço do altar, dois acólitos. Além destes, apenas dois leitores e um salmista. Na assembleia, via-se a equipe de comunicação para transmissão nas redes sociais e captação de imagens para serem enviadas para as emissoras de televisão. “Na impossibilidade da presença de repórteres, fotógrafos e cinegrafistas, providenciamos o envio de imagens para os veículos de comunicação e a parceria tem dado certo”, explicou o presidente da Comissão Arquidiocesana de Pastoral para a Comunicação, padre Luciano Brito.

Ao final da celebração, houve breve adoração do Santíssimo no altar, cercada de simplicidade, e seu recolhimento ao sacrário. “Foi uma quinta-feira santa diferente, mas tudo correu bem, com tranquilidade”, atestou o arcebispo.

A diferença da qual fala o arcebispo foi além da omissão do Lava-pés. Na quinta-feira santa, bispos e padres não puderam celebrar a Missa dos Santos Óleos, normalmente realizada pela manhã, quando o arcebispo consagra o Crisma e abençoa os óleos que serão usados nos sacramentos administrados no território da Arquidiocese (Batismo, Unção dos Enfermos, Ordem, Crisma) e nas dedicações de igrejas e altares. Conhecida também por Celebração da Unidade, a Missa dos Santos Óleos reúne todo o clero da Arquidiocese, entre sacerdotes e diáconos, o que totalizaria mais de 300 pessoas na catedral. Por orientação da Santa Sé, a celebração deve acontecer somente em junho, no dia de Corpus Christi.
Pascom AOR







