
“A vida em primeiro lugar. Esse sistema não vale. Lutamos por Justiça, Direito e Liberdade”. Este foi o tema adotado pela 25ª edição do Grito dos Excluídos, ato realizado no Recife, em contraponto ao desfile militar do sete de setembro e às comemorações da independência do Brasil. No início da manhã, na abertura do evento, compareceram ao ponto de concentração, a praça do Derby, o Arcebispo de Olinda e Recife, dom Antônio Fernando Saburido, o bispo auxiliar e referencial da Comissão para a Ação Sociotransformadora do Regional NE 2 da CNBB, dom Limacêdo Antonio e o vigário geral da arquidiocese, monsenhor Luciano Brito.

Sinalizando que esta Igreja Particular responde ao apelo do Papa Francisco para dialogar com os movimentos sociais e ser uma Igreja em saída, participaram do Grito dos Excluídos as seguintes pastorais, movimentos e organizações: Pastoral da Saúde, Pastoral do Povo de Rua, Pastoral da Juventude, Pastoral Carcerária, Cáritas Arquidiocesana, Comunidades Eclesiais de Base (CEB’s), Movimento Encontro de Irmãos, Instituto Dom Helder Camara (IDHeC), Movimento de Trabalhadores Cristãos (MTC) e a ONG Turma do Flau.


Após assistir a uma dramatização encenada por crianças e adolescentes da ONG Turma do Flau, dom Fernando e dom Limacêdo foram convidados a saudar os presentes. Dom Fernando fez menção ao jubileu de 25 anos do Grito dos Excluídos e resgatou o contexto da criação do ato, idealizado inicialmente pela CNBB. “O Grito dos Excluídos foi pensado para dar voz a quem não tem voz, colocando-se a favor dos mais sofridos”, lembrou o arcebispo. O metropolita informou que na próxima segunda-feira, 09/09, às 9h, ele e dom Limacêdo vão promover na Cúria uma reunião para buscar uma alternativa – pela via do diálogo – na tentativa de resguardar os direitos de 4.500 famílias de oito municípios da Mata Sul pernambucana, ameaçadas de serem despejadas de suas moradias devido à obra da Linha Férrea Transnordestina. Dom Limacêdo destacou que Jesus Cristo se colocou ao lado dos marginalizados e que a Igreja deve defender a vida e a justiça social. “Jesus venceu a morte e quanto mais escura a noite, mais vai brilhar o dia, ao amanhecer”, concluiu.


Feira de produtos Afro consta na programação do 25° Grito dos Excluídos
A programação do 25º Grito dos Excluídos está prevista para acontecer até o final da tarde (17h) e oferece as seguintes atividades, na Praça do Derby:
Feira de produtos Afro (artesanatos da rede Afro de Empreendedores de Pernambuco), apresentações musicais e artísticas de Afoxé Oya Tokolé Owo, Jorge Riba, Ívano, Ostrajam, Grió, Black Dreams, Fuá Maistonha, Setepalha, Erick Gambínio, Recital na Tora, Emenda 13 e Albino Baru.
Retorno às origens no jubileu dos 25 anos do Grito dos Excluídos –
O Grito dos Excluídos foi idealizado inicialmente pela CNBB, em 1995, através das pastorais sociais. Até hoje, os assessores que articulam o ato e preparam cada edição anual são padres e religiosos do Serviço Pastoral dos Migrantes, da Caritas Nacional e das pastorais sociais. Aqui no Recife, todos os anos, muitos irmãos e irmãs das comunidades de periferia e das pastorais sociais são o rosto da Arquidiocese de Olinda e Recife no evento. Neste 2019, o ato retoma o tema inaugura da primeira edição do evento, realizada em 1995, que foi o tema: “A vida em primeiro lugar”.

(Pascom AOR)







