ARQUIDIOCESE DE OLINDA E RECIFE

Depois de sete anos fechada, a matriz de São José pode vislumbrar tempos melhores. O arcebispo de Olinda e Recife, dom Fernando Saburido, foi nesta quinta-feira (29/10) pela manhã até a igreja, no centro do Recife, para ver como anda a obra de recuperação da matriz, que começou na semana passada. Dom Fernando foi recebido pelo pároco José Augusto Esteves, que está à frente da igreja há 50 anos, e por uma equipe de engenheiros e patrocinadores. O arcebispo estava acompanhado pelo vigário geral da Arquidiocese, monsenhor Luciano Brito, e pela presidente da Comissão de Restauro da Arquidiocese, Telma Liége.

“Era um sonho nosso ver esse trabalho iniciado”, disse o arcebispo. “Essa igreja é muito querida por todos nós, precisava desse cuidado, e só agora conseguimos dar esse pontapé, graças aos recursos do Consórcio Novo Recife”, comemorou.

É o Consórcio que está cobrindo as despesas desta primeira etapa da recuperação da igreja. Segundo Márcio Campos, do Instituto para o Desenvolvimento Humano (IDH), que está gerenciando as obras, serão realizados nesta primeira etapa o madeiramento da coberta, o telhamento com calha e descida de água e, em seguida, a recuperação do forro de talisca de madeira.

Célia Campos, gerente geral de preservação do patrimônio cultural na Fundarpe, explicou que a matriz de São José é um bem tombado pelo Estado e que é importante que ela possa voltar a funcionar como espaço de culto religioso. “O maior risco que a gente corre quando um bem está fechado é o da degradação”, disse Célia. “A finalização dessa etapa e outros projetos de recuperação dos objetos decorativos e dos bens integrados darão nova vida à igreja”.

Dentro da matriz, barulho e andaimes mostravam o ritmo do trabalho dos operários. A igreja está fechada para os fiéis desde 2013, quando uma infestação de cupins fez cair parte do telhado. Com a igreja exposta a sol e chuva, partes do piso, mobiliário e paredes sofreram. “São José está intercedendo por este trabalho”, disse o pároco, padre José Augusto. “Ele que é carpinteiro, trabalhador, operário, pai de Jesus, é a ele que entrego esta obra, de olhos fechados, confiando na sua mão”, concluiu.

A expectativa é que daqui a um ano as missas voltem a acontecer na matriz. A igreja é uma construção do século XIX – começou a ser construída em 1844 e foi finalizada em 1864.

Pascom AOR