
Muita gente foi aos cemitérios rezar por seus mortos neste Dia de Finados (02/11). O movimento de pessoas, no entanto, foi menor que no ano passado, devido aos cuidados para evitar a contaminação pelo novo coronavírus. Por orientação da Autarquia de Manutenção e Limpeza Urbana do Recife (Emlurb), não houve missas dentro dos cemitérios da Região Metropolitana do Recife. Em consideração à situação de pandemia, a Arquidiocese de Olinda e Recife considerou prudente acatar a orientação da Emlurb, que julgou inviável a celebração nos cemitérios pela possibilidade de promover aglomeração. O arcebispo celebrou, portanto, dentro de igrejas próximas a alguns cemitérios, com as devidas medidas de distanciamento, controle de higienização de mãos e uso obrigatório de máscaras.

Pela manhã, o arcebispo de Olinda e Recife celebrou na matriz de São Sebastião, que fica a algumas quadras do cemitério de Santo Amaro, um dos maiores da cidade. Ele rezou de forma especial pelas vítimas da Covid e suas famílias. “A fé nos garante que as vítimas da Covid estão na glória de Deus; rezemos também pelas famílias das vítimas, que sofreram por não poderem acompanhar seus doentes no hospital e acompanhar seus mortos nos funerais”, lembrou dom Fernando. À tarde, dom Fernando celebrou na matriz de Santa Isabel, no Alto de Santa Isabel, no bairro de Casa Amarela, onde também existe um cemitério público.

O bispo auxiliar da Arquidiocese, dom Limacêdo Antonio, celebrou pela manhã na matriz de São João Batista, no bairro do Sancho, onde fica o tradicional cemitério Parque das Flores. À noite, dom Limacêdo celebrou na matriz de São Pio X, em Camaragibe.

Fiéis da Arquidiocese de Olinda e Recife tiveram a opção de participar das celebrações em suas próprias paróquias. Muitas missas foram, inclusive, transmitidas pelas redes sociais das paróquias, possibilitando que as pessoas que não tivessem condições de ir à igreja acompanhassem tudo de suas casas. “Não importa de onde, nossa oração chega a Deus”, disse dom Fernando. “Para os justos, que vivem a Palavra, a morte é um trampolim para a verdadeira vida. Hoje, a Igreja Militante, que somos nós, reza pela Igreja Padecente, na expectativa da Igreja Triunfante na glória de Deus”, afirmou.
Pascom AOR












