ARQUIDIOCESE DE OLINDA E RECIFE

 

Na manhã desta terça-feira, 31/07, o arcebispo de Olinda e Recife, dom Fernando Saburido, recebeu uma visita repleta de inspiração missionária. O bispo brasileiro dom Pedro Zilli, bispo da diocese de Bafatá, que faz parte da Arquidiocese de Bissau, capital do país africano Guiné-Bissau, veio ao encontro de dom Fernando. O momento de diálogo foi propiciado pelo presidente-fundador da Comunidade Boa Nova, Hamilton Apolônio.

Em 2016, dom Fernando e dom Pedro se conheceram na sede da Comunidade Boa Nova, em Jaboatão, por ocasião do aniversário de criação da Boa Nova. A visita de cortesia faz parte da agenda de dom Pedro Zilli pelo Brasil, quando renova os laços com algumas comunidades católicas que atuam em missões na diocese de Bafatá, no continente africano, como a Comunidade Boa Nova, Comunidade Kairós (sediada em Santa Cruz do Capibaribe), Comunidade Nova Berith (sediada em João Pessoa/PB), Comunidade Nova Aliança (Anápolis/GO) e Comunidade Divino Oleiro (Florianópolis/SC). Dom Pedro declarou que se sente renovado ao ter contato com o testemunho dos jovens das comunidades brasileiras, por isso é tão importante para ele realizar as visitas.  

A República da Guiné-Bissau é um país localizado no continente africano (África Ocidental), que faz fronteira com o Senegal ao norte, Guiné ao sul e ao leste e com o Oceano Atlântico a oeste. A população é de 1,816 milhão de habitantes (dados de 2016) e fala majoritariamente o idioma português, pois o país foi colônia de Portugal (Guiné Portuguesa). Após a independência, declarada em 1973 e reconhecida em 1974, o nome de sua capital, Bissau, foi adicionada ao nome do país que foi a primeira colônia portuguesa no continente africano a ter a independência reconhecida por Portugal.

Com os olhos brilhando de esperança, o bispo de Bafatá relembra um pouco de sua trajetória como missionário no continente africano. Ele começou a atuar como padre missionário do Pontifício Instituto de Missões Exteriores (Pime) há 33 anos. Seus laços com o povo de Guiné-Bissau se fortaleceram com a notícia de sua nomeação como bispo da diocese de Bafatá e com a criação da citada diocese, na mesma ocasião:13/03/2001, por iniciativa do então papa São João Paulo II. Contando com 17 anos de episcopado em Bafatá, dom Pedro enumera os desafios da diocese, que não são poucos.

O primeiro desafio é o da Evangelização. Como o país Guiné-Bissau é formado em sua maioria por adeptos do Islamismo, em muitos lugares a diocese de Bafatá e suas pastorais e sacerdotes têm de levar o primeiro anúncio do Evangelho, especialmente nas regiões mais afastadas das cidades. Com alegria, o bispo de Bafatá relata que já estão surgindo vocações sacerdotais na região.

Como segundo desafio, a diocese se depara com as carências da Educação. “A Igreja Católica tem dado uma grande contribuição, organizando mais de 40 jardins da Infância no país, o que corresponde a aproximadamente um público de 25 mil pessoas beneficiadas”. Dom Pedro Zilli explica que já estão sendo implementadas com êxito experiências com a educação profissional e escola agrícola.

A Saúde figura como o terceiro desafio da diocese, onde também se insere a questão da fome e da desnutrição. Na diocese de Bafatá, a Providência Divina não deixa esmorecer o ânimo de seus voluntários e religiosos. A miséria, a fome e a desnutrição levam a situações que afetam a saúde dos moradores locais. Por isso, a diocese mantém projetos como a Casa de Mães (acolhimento de gestantes com gravidez de risco devido a desnutrição) e o Centro de Recuperação Nutricional (acompanhamento alimentar). “Até os muçulmanos reconhecem a importância do trabalho que os católicos desenvolvem, pois ultrapassa as barreiras da religião, sendo uma ação humanitária”, conclui o bispo de Bafatá.

Na foto, à esquerda, o presidente fundador da Comunidade Boa Nova, Hamilton Apolônio e o bispo da diocese de Bafatá, dom Pedro Zilli, em visita à Arquidiocese de Olinda e Recife

O presidente da Comunidade Boa Nova contou a experiência da casa de missão instalada desde setembro de 2017 na ilha de Bolama, localidade que está inserida no território da diocese de Bafatá, na Guiné-Bissau. Segundo eles, os missionários deparam-se basicamente com desafios na área de evangelização, saúde e educação. “Mantemos quatro missionários e uma escola para 110 crianças. Contamos com o apoio dos leigos e moradores, mas a o custo mensal para manter cada criança na escolinha gira em torno de vinte Euros, pois a pobreza é grande na região e toda ação na região é questão humanitária”, explica o fundador da Comunidade Boa Nova.

Dom Pedro Zilli comenta que a diocese de Bafatá conta com uma emissora de rádio FM, a Sol Mansi (na tradução para o idioma português do Brasil soa como “rádio Alvorada”) e que as pessoas podem acompanhar as notícias da diocese de Bafatá pela internet, acessando o seguinte endereço: http://diocesebafatagb.blogspot.com/

Os conteúdos da rádio Sol Mansi FM podem ser acessado no seguinte link:

https://www.radiosolmansi.net/

Atualmente a diocese de Bafatá conta com 16 padres diocesanos e necessita de doações para investir na formação de catequistas, seminaristas

Quem desejar ajudar com doações a missão da diocese de Bafatá, em Guiné-Bissau, pode entrar em contato com o bispo dom Pedro Zilli: dompedrozilli@gmail.com

(Pascom Arquidiocese)