ARQUIDIOCESE DE OLINDA E RECIFE

Se milagres desejais, recorrei a Santo Antônio, vereis fugir o demônio e as tentações infernais. Recupera-se o perdido, rompe-se a dura prisão e no auge do furacão, cede o mar embravecido. Na noite de 13 de junho, a Arquidiocese de Olinda e Recife festejou o seu padroeiro, Santo Antônio. Ao som do responsório de Santo Antônio, dezenas de fiéis alegremente rendiam graças ao Doutor da Igreja, na capela de Nossa Senhora das Neves, no interior do Convento Franciscano, no Sítio Histórico de Olinda. Momentos antes de a procissão partir, com o andor adornado de lírios, trigo e pães, fiéis davam testemunho de graças alcançadas com a intercessão do santo afamado pelos milagres que opera: saúde, emprego, relacionamentos, proteção paternal e filial. O arcebispo de Olinda e Recife, dom Antônio Fernando Saburido, que traz em seu nome homenagem ao santo festejado no mês junino, presidiu a procissão em direção a Catedral da Sé, onde a Missa Solene foi concelebrada.  

Acompanhando a procissão e atentas à Missa, duas meninas de 7 e 8 anos expressavam o seu carinho por Santo Antônio, ao lado da mãe e avó, Edilene Maria da Silva, moradora de Casa Caiada, Olinda. As meninas são a sua filha Maria Eduarda e a neta Laura Beatriz. “Confiei a Santo Antônio tomar conta de minhas filhas e neta, como um pai e avô zeloso”, conta. Na Catedral da Sé, dom Fernando Saburido presidiu a missa que foi concelebrada pelo monsenhor José Albérico Bezerra, vigário episcopal do Vicariato Olinda e Cura da Catedral, pelo padre Josenildo Tavares, padre Fábio Santos, frei Ricardo, com o auxílio dos diáconos permanentes Viana e Sílvio.

Em sua homilia, o arcebispo metropolitano fez conexão do evangelho do dia (Isaías 61) com a frase de Santo Antônio: “Cessem as palavras, falem as obras”, explicando que o santo padroeiro foi ungido para anunciar a boa-nova. Dom Fernando destacou que o espírito do Senhor ungiu e enviou Antônio para evangelizar os pobres, de acordo com o modelo franciscano.
Ao término da celebração eucarística, o arcebispo abençoou os pães, que foram distribuídos aos fiéis. Os católicos acreditam que o pão bento no dia de Santo Antônio e colocado em um recipiente que armazena farinha não permite que o alimento falte na casa dos fiéis devotos. O monsenhor José Albérico relata que aprendeu com a sua mãe a devoção a Santo Antônio e ensina que a sua mãe todo ano “trocava” o pão bento por ocasião da festa do santo querido: “Mamãe moía o pão e misturava à farinha do pote e colocava o pão novo no recipiente, renovando a tradição”. No Nordeste, a tradição de festejar Santo Antônio é uma herança da colonização portuguesa, visto que o santo nasceu em Lisboa, Portugal.

História do “Pão de Santo Antônio” – Antônio comovia-se tanto com a pobreza que, certa vez, distribuiu aos pobres todo o pão do convento em que vivia. O frade padeiro ficou em apuros, quando, na hora da refeição, percebeu que os frades não tinham o que comer: “os pães tinham sido roubados”. Atônito, foi contar ao santo o ocorrido. Este mandou que verificasse melhor o lugar em que os tinha deixado. O Irmão padeiro voltou estupefato e alegre: os cestos transbordavam de pão, tanto que foram distribuídos aos frades e aos pobres do convento.

 

 

 

 

 

 

(Pascom Arquidiocese)