ARQUIDIOCESE DE OLINDA E RECIFE

Arquidiocese discute preservação e restauro de patrimônio da Igreja

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A Arquidiocese de Olinda e Recife realizou, nos dias 30 de setembro e 1º de outubro, o III Seminário Arquidiocesano de Bens Culturais, refletindo o tema “Necessidade e urgência da inventariação e catalogação do patrimônio cultural da Igreja”. Padres, religiosos, seminaristas, historiadores, arquitetos e museólogos prestigiaram o evento, que ocorreu, num primeiro momento, no auditório do Paço Alfândega, e em seguida, na Igreja da Madre de Deus, no Recife Antigo.

Segundo o presidente da Comissão Arquidiocesana de Pastoral (CAP) para a Cultura, padre Rinaldo Pereira dos Santos, o evento traz animação para o movimento da proteção e preservação do patrimônio cultural, especialmente, da Igreja. “É preciso criar essa responsabilidade coletiva de proteção e preservação para que, a partir daí, surjam movimentos e regulamentações que protejam o patrimônio cultural”, comentou.

Sob a supervisão de padre Rinaldo, especialistas estão realizando inventário para preservação da memória do Arquivo Arquidiocesano de Olinda e Recife. Localizado na Várzea, o acervo está sendo recuperado e organizado em um ambiente confortável, com arquivo deslizante. Documentos como livros paroquiais, cartas episcopais, diplomas, passaportes, correspondências, bula papal, plantas arquitetônicas, partituras, selos e moedas estão sendo identificados, restaurados e catalogados.

No Seminário, a especialista em conservação e restauração de bens culturais e integrados Débora Assis Mendes apresentou a experiência da Arquidiocese com identificação e catalogação de documentos. Uma das peças apresentadas em slide foi um documento do século XIX, que trazia desenhos bordados com linhas em tecido e metais. Mas o documento mais antigo do acervo veio da Igreja de São Gonçalo: o livro de receitas e despesas da Irmandade de Bom Jesus das Chagas, datado de 1722 (século XVIII).

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Participaram ainda como expositores no Seminário de Bens Culturais a diretora de jornalismo da Globo Nordeste, Jô Mazzarolo, o seminarista José Vila Nova, o diácono Éwerton Bentinho e o professor Agostinho Daciel dos Santos. “O olhar sobre o conjunto arquitetônico das igrejas de Pernambuco não pode se deter apenas à história religiosa, mas também cultural, econômica, artística, política e gastronômica do estado, dentre outras, pois esse símbolo da fé cristã traz um contexto específico por ocasião de sua construção, como o ciclo da cana-de-açúcar para a Capela Dourada, por exemplo”, disse o professor Daciel. “O monumento é história viva”, completou.

Além de palestras e oficinas, o Seminário de Bens Culturais ofereceu aos participantes, um momento especial na Igreja da Madre de Deus: um concerto em órgão de tubo. No instrumento raro – o único em funcionamento no Brasil – o maestro Gilson Celerino executou obras dos séculos XVIII e XIX.

O III Seminário de Bens Culturais da Arquidiocese de Olinda e Recife teve apoio do Shopping Paço Alfândega, Comissão Pastoral para a Educação e Cultura Regional NE2 da CNBB, Superintendência do IPHAN-PE, Rede Globo Nordeste, Museu de Arte Sacra de Pernambuco (MASPE), Arquivo Arquidiocesano de Olinda e Recife e Restaurante Paço Real.

Pascom AOR