ARQUIDIOCESE DE OLINDA E RECIFE

img_4855-2-smallCerca de duzentas pessoas participaram, na noite desta quinta-feira (17), no auditório do colégio Vera Cruz, nas Graças, de uma palestra sobre o dízimo, preferida por Maria da Luz Fernandes e Sérgio Murilo Lopes, da equipe de assessores da Arquidiocese de Vitória do Espírito Santo – Regional SE2 da CNBB. Os representantes vieram a Recife a convite do padre Josenildo Tavares, coordenador das comissões de pastorais da Arquidiocese de Olinda e Recife, com o propósito de partilhar a experiência exitosa da Pastoral do Dízimo em Vitória e animar este trabalho nas paróquias e comunidades.

“Conhecer experiências é sempre uma coisa muito boa: quando se escuta, ainda que haja conflitos de ideias, cria-se um pensamento novo; por isso é importante dividir com os irmãos o conhecimento e trabalho realizado, para o crescimento do trabalho missionário”, diz Maria da Luz, que desde 2010 é assessora de Marketing na equipe de coordenação arquidiocesana de Vitória.

Em Vitória, a arquidiocese assumiu o dízimo como meio de sustentação de suas atividades há 25 anos e hoje colhe frutos de sua organização e empenho. Segundo o administrador e ecônomo da Arquidiocese, Sérgio Murilo Lopes, a implantação do formato exitoso da Pastoral do Dízimo durou três anos. “Organizamos a gestão administrativa, informatizamos o processo e prestamos contas dos resultados e da sua aplicação em projetos de evangelização, missionários e sociais”. Também uma campanha anual de marketing, coordenada por Maria da Luz, difunde a ideia, longamente refletida, de que o dízimo é uma ação eclesiástica de opção pessoal e permanente, fazendo o público perceber que o cristão deve e pode ser responsável pelo crescimento de sua paróquia e da Arquidiocese”, completou o ecônomo.img_4858-small-2

Ainda que o dízimo seja uma ação eclesial, a adesão dos católicos não é suficiente para sustentar as necessidades da Igreja. O ecônomo afirma que a dificuldade não está apenas na crise econômica, mas na reflexão dessa ação. “O dízimo não é uma corrida de 100 metros, mas uma maratona: diferente de uma turma de catequese, que se encerra pós um período de estudos, é preciso animar e dinamizar o mesmo público todos os anos, para que a ação funcione”, diz Sérgio Murilo.

Janillze Teles, da paróquia São Francisco de Assis, em Camaragibe, participou do evento e destacou, entre as palavras dos assessores, a reflexão sobre a conscientização do “ser dizimista” a partir da catequese. “Precisamos ensinar a responsabilidade de ser dizimista desde criança e a catequese é o momento certo para isso, amadurecendo o coração do pequeno católico para viver em comunidade”, disse.

A experiência dos assessores Maria da Luz e Sérgio Murilo está também na programação da Assembleia de Pastoral da Arquidiocese que acontece na Universidade Católica de Pernambuco, nos dias 18 e 19 de novembro.

Pascom AOR