
Construída no século 19, a matriz de São José, no centro do Recife, está fechada desde 2013, quando parte do teto desabou devido a uma infestação de cupins. Telhado e forro estão sendo recuperados desde outubro do ano passado e estima-se que as obras devem seguir até fevereiro de 2022.
“A realização mais importante agora é a restauração da coberta, com a troca do madeiramento danificado, o retelhamento e a recuperação do forro, para que se possa partir para outra etapa como galerias, piso, esquadrias de madeira e portas”, disse o gestor do projeto, Márcio Campos.

Em visita às obras na terça-feira (15/06), o arcebispo de Olinda e Recife, dom Fernando Saburido, demonstrou preocupação com a continuidade das obras, já que o conserto emergencial do teto está sendo realizado, mas há ainda outros serviços a serem feitos para que a igreja possa reabrir aos fiéis.
“Nós precisamos muito da colaboração dos empresários e das pessoas de boa vontade que possam nos ajudar a realizar esse sonho de ter de volta, bela e completamente restaurada a nossa querida igreja de São José”, comentou o arcebispo. “Eu queria fazer um apelo para que as pessoas se sensibilizem e ajudassem, para que nós possamos ter, o quanto antes, a igreja de São José frequentada pelas pessoas”.

A recuperação do teto está sendo custeada pelo Consórcio Novo Recife. Marcos Dubeux, acionista da Moura Dubeux, que faz parte do Consórcio, reconhece na obra um ganho para a cidade. “O consórcio está fazendo esse esforço de ajudar a Arquidiocese na recuperação da igreja porque entende que, além de residências e serviços, é preciso o equipamento religioso para compor o bairro como todo”, disse Dubeux.

Para não alterar as características da construção centenária, engenheiros mantém a antiga técnica de forro de tabique, uma peça comprida de madeira fina, em formato triangular, que permite o encaixe em outra, dando curvatura ao teto. Outro cuidado tomado nessa fase do trabalho é com o telhado. Todo o madeiramento foi trocado e, por sobre os caibros, foram colocadas telhas de alumínio, antes de receber as telhas cerâmicas. “Essa técnica foi usada numa igreja em Salvador e funciona como um adicional de segurança: caso uma telha cerâmica quebre ou um pombo afaste uma telha do lugar, a água da chuva corre pela folha de alumínio até a calha, sem deixar molhar o forro e danificar a estrutura”, explicou Márcio Campos.
Outro trabalho interessante nessa etapa de recuperação da igreja de São José é o cuidado com as telhas antigas: as que se mantém em bom estado são retiradas, limpas e colocadas de volta – sobre a base de alumínio e de telhas cerâmicas novas. Assim, o telhado permanece com a aparência original.

Piso, parte elétrica e pintura não estão contemplados nesta fase de recuperação da igreja realizada pelo Consórcio Novo Recife – apenas forro e telhado. A Arquidiocese de Olinda e Recife espera conseguir recursos para esses serviços restantes por meio de doações. Fiéis, instituições e empresários que puderem contribuir para a recuperação da matriz de São José devem procurar o setor administrativo da Cúria Metropolitana pelo telefone (0–81) 3271.4270 ou efetuar depósito bancário:
ARQUIDIOCESE DE OLINDA E RECIFE
CNPJ: 09.756.859/0001-08
Banco do Brasil – Agência -5740-1 – C.C. 137570-9
Pascom AOR








