ARQUIDIOCESE DE OLINDA E RECIFE

Na manhã do último sábado, 16/09, o arcebispo de Olinda e Recife, dom Fernando Saburido, participou um momento especial na vida das Religiosas da Instrução Cristã, celebrando a fidelidade de Deus.  Na capela do Colégio das Damas Cristãs, bairro das Graças, Recife, o arcebispo metropolitano presidiu a concelebração eucarística em Ação de Graças pelos 50 anos de profissão religiosa das irmãs Maria Elza, Maria de Nazaré e Graça Maria e pelos 60 anos de consagração das irmãs Angélica e Thérèse Marie; e pelos 70 anos de Sacrifício e Consagração da irmã Eduarda.

Fundada na Bélgica, em 1823, pela Madre Agathe Verhelle, a congregação das Religiosas da Instrução Cristã tem como carisma sacrificar-se e consagrar-se inteiramente à juventude, perante a qual procura “encarnar a face de Cristo Educador”. Dom Fernando gostou de presidir a celebração: “Tudo foi muito bonito, com grande participação dos fiéis e emoção”, declarou. O arcebispo lembrou que celebrar um jubileu é celebrar a fidelidade de Deus em nossas vidas. Também participaram da Santa Missa religiosas da congregação que moram na África e se encontram no Brasil, para aperfeiçoar sua formação.

História da congregação –  Esta é uma história que remonta ao ano de 1800, quando, diante de um quadro de Nossa Senhora com o menino Jesus nos braços, na capelinha dos irmãos Barat, em Paris, quatro jovens se consagram ao Sagrado Coração de Jesus e, sob a orientação dos padres jesuítas, se dedicam à missão da catequese paroquial. Filiadas nas Diletas de Jesus de Roma, o povo chamava-lhes “Damas da Fé” ou da Instrução Cristã.

Em 1808, uma comunidade parte para a Bélgica, onde a obra acaba por se separar da original. É aí que entra, em 1815, a jovem Inês Margarida Verhelle, que virá a ser Madre Agathe. As vicissitudes políticas e sociais da época acabam por ditar a dissolução do Instituto, em 1822, mas a Madre Agathe não desiste e, com 12 companheiras, irá readquirir a casa onde funda, no ano seguinte, o Instituto das Damas da Instrução Cristã.

Era característica da fundadora o seu grande amor a Deus e à juventude empobrecida, especialmente vítima da “irreligião e da impiedade” trazidas pelas guerras napoleónicas. Foi essa preocupação que a levou a superar todos os obstáculos e a conseguir a ajuda do clero da Diocese de Gand para a nova obra. Faleceu em 1838, mas o seu legado permaneceu e o Instituto encontra-se hoje implantado em três continentes: Europa, África e América.

O desejo da Madre Agathe era “sacrificar-se e consagrar-se inteiramente à juventude, em toda parte onde pudesse cooperar na propagação da gloria de Deus”. Esse carisma e a frase “Deus só e sua glória sempre” animam ainda hoje as Religiosas da Instrução Cristã, procurando “encarnar a face de Cristo Educador”, especialmente, junto dos jovens. Por isso, a sua missão é atuar junto de “tudo o que contribui ou prejudica a juventude em si mesma ou à sua volta, a sua vitalidade cristã e a sua dignidade humana em Jesus Cristo”. Numa palavra, garantir “o acesso dos jovens às riquezas da fé”.

(Pascom Arquidiocese)