ARQUIDIOCESE DE OLINDA E RECIFE

De 11 a 13 de fevereiro aconteceu, no Convento São Francisco, em Olinda, um encontro de avaliação e planejamento que reuniu agentes da Pastoral do Povo da Rua da Arquidiocese de Olinda e Recife e pessoas em situação de rua acolhidas nas ações e projetos desenvolvidos.

No dia 11 de fevereiro, com as boas-vindas da coordenadora da Pastoral, Maria Betânia Cavalcanti, seguiu-se momento orante e de reflexão conduzido pelas irmãs da Glória, que prepararam o ambiente com objetos simbolizando o Povo em Situação de Rua: papelão, imagem do Papa Francisco, bíblia e vela, juntamente com músicas, orações e preces. Na sequência, uma roda de conversa partilhou os sentimentos e desafios enfrentados durante os últimos anos. Marcos Carvalho, assessor da pastoral, mediou a partilha, trazendo também mensagens de encorajamento de pessoas ligadas à caminhada da Pastoral como o padre jesuíta Marcos Augusto; a religiosa Franciscana de Maristella, Ir. Andréa; a assessora da Pastoral Nacional do Povo da Rua, Ir. Cristina Bove, e o bispo referencial para a Pastoral do Povo da Rua, dom José Luiz Sales, que convocou a pastoral a “olhar, escutar, descer, defender e cuidar da vida”. “Somos poucos para tantos gritos”, recordou dom José Luiz, a partir das mensagens do Papa Francisco e do exemplo do Livro dos Números, em que são chamados 70 anciões para ajudar Moisés a animar o povo na caminhada para a terra prometida.

No segundo dia, o trabalho foi realizado com a participação dos que atuaram e foram beneficiados pelo projeto “Trabalho e Habitação se conquista em mutirão”. Enquanto alguns agentes recordavam a linha do tempo da Pastoral do Povo da Rua em Recife, os demais avaliavam as mudanças e desafios para continuidade das ações. O sentimento dos participantes dos projetos desenvolvidos pela Pastoral foi expresso em depoimentos e cartazes que ressaltavam a dignidade e inclusão a partir da conquista de direitos como moradia e, por meio destes, a reestruturação para retomada dos vínculos familiares, de acesso ao trabalho, de participação em movimentos e reforço da autoestima.

Na tarde do dia 12, os agentes da pastoral voltaram a se reunir para avaliar a caminhada dos últimos dois anos, partindo do planejamento realizado, como também elencar as forças, fraquezas, oportunidades e ameaças vislumbrados no contexto atual.

O domingo, último dia, teve início com a participação na Santa Missa, e seguiu-se com o planejamento das ações para o ano de 2022, conduzido pela coordenadora Maria Socorro Matos e pelo assessor Marcos Carvalho. Partindo dos quatro eixos prioritários da Pastoral (Formar Comunidade, Formação, Articulação e Organização da Pastoral), foram pensadas ações que ajudassem a melhor desenvolver os trabalhos voltados para valorização e reconhecimento da dignidade e dos direitos das pessoas em situação de rua.

Texto e fotos: Pastoral do Povo de Rua – AOR