ARQUIDIOCESE DE OLINDA E RECIFE

Na noite desta quinta-feira (22/04), o arcebispo de Olinda e Recife, dom Fernando Saburido, presidiu celebração eucarística penitencial em desagravo e reparação da violação do sacrário da capela Nossa Senhora da Conceição Aparecida, pertencente à Paróquia Cristo Redentor, do Jordão, no Recife. Segundo o pároco, padre Edicarlos, ladrões quebraram a porta lateral da capela na madrugada da sexta para o sábado (12/04), levando ventiladores, equipamento de som e violando o sacrário onde estava a reserva eucarística da comunidade.

Em obediência à Sagrada Liturgia, a capela permaneceu fechada, sem receber os fiéis, até a presença do arcebispo para a celebração de desagravo. As portas principais da igreja foram reabertas somente com a chegada de dom Fernando e a comunidade pôde participar da missa que teve início com aspersão de água benta nas pessoas e no templo, fazendo memória do batismo.

Na homilia, dom Fernando lembrou que, assim como Jesus perdoou os judeus antes de morrer na cruz (“Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” em Lc 23, 34), também a comunidade deve perdoar os que cometeram o ato de violação ao sacrário, “pois eles não fazem ideia da dimensão do Sagrado, não têm o temor de Deus, e é justamente por isso que devemos rezar por eles, por sua conversão”, disse o arcebispo. “Para nós, cristãos católicos, foi o próprio Cristo que foi profanado, e isso inquieta nossos corações, porque é a Eucaristia que nos sustenta como alimento; o batismo nos gerou para a vida cristã, mas somos alimentados ao longo de nossa vida cristã pela Eucaristia, e é através dela que nos encontramos revigorados, fortalecidos, prontos para viver a Palavra de Deus, que não é apenas teoria, mas uma palavra que nos convida à prática do amor e do perdão”.

No início do ofertório, o altar ganhou toalha nova, velas e cruz. No presbitério, um arranjo de flores fez retomar a beleza no ambiente, que na simplicidade estava novamente digno para o rito da comunhão. A celebração foi transmitida pelas redes sociais da Paróquia Cristo Redentor, para que todos da comunidade pudessem acompanhar.

Para o padre Edicarlos, a experiência da violação de uma capela é algo muito dolorido. “Quando soube, quando vi, confesso que tive muita raiva e nutri sentimentos ruins com relação aos criminosos, mas o Espírito Santo acalmou meu coração aos poucos e percebi que eles mereciam compaixão por não reconhecerem na Eucaristia o próprio Jesus”, disse o pároco.

Pascom AOR