ARQUIDIOCESE DE OLINDA E RECIFE

Católicos do mundo inteiro preparam-se para o início da Quaresma, que acontece nesta quarta-feira, dia 17 de fevereiro. A data conhecida como Quarta-feira de Cinzas é muito associada ao fim do carnaval, mas na verdade recebe este nome por conta do rito de imposição das cinzas na missa que marca a abertura da Quaresma (Missa das Cinzas). A partir da Quarta-feira de Cinzas, começa o período de 40 dias de preparação para a Páscoa do Senhor.

Com quadro leve de Covid-19, o arcebispo de Olinda e Recife, dom Fernando Saburido, cumpre quarentena em casa e não vai celebrar a Missa das Cinzas na igreja catedral de Olinda, como foi divulgado anteriormente. O presidente da celebração será o bispo auxiliar, dom Liamcêdo Antonio. A Missa de Cinzas na catedral será celebrada às 9 horas da manhã e o povo de Deus é convidado a participar, respeitando as normas de distanciamento e de higienização atuais. Às 15 horas, bispos, padres e lideranças pastorais estarão juntas para o lançamento da Campanha da Fraternidade (CF) 2021 na sede do Regional Nordeste 2 da CNBB (CNBB NE2), na Rua Dom Bosco, bairro da Boa Vista. A CF traz o tema “Fraternidade e Diálogo: compromisso de amor” e o lema –”Cristo é a nossa paz: do que era dividido, fez uma unidade” (Ef 2,14a).

“A Quaresma é tempo de conversão, de preparação para a Páscoa que é a grande festa de nossa Igreja”, explica dom Fernando. “Participar da missa, receber as cinzas, fazer jejum e caridade, tudo isso é indispensável para o cristão que quer viver com piedade a Quaresma para partilhar a alegria da Páscoa do Senhor”.

Rito alterado pela pandemia

Seguindo as orientações da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, do Vaticano, neste ano de pandemia o rito da Missa das Cinzas vai sofrer duas pequenas alterações: a fórmula (texto) do Missal Romano será dita pelo sacerdote uma única vez, para todos, do altar, e não diante de cada fiel ao receber as cinzas; e sacerdotes e ministros deixarão cair as cinzas sobre a cabeça das pessoas, não fazendo a cruz de cinzas na testa dos fiéis. A orientação foi repassada pelo arcebispo para todas as paróquias da Arquidiocese de Olinda e Recife.

As cinzas utilizadas na celebração são obtidas da queima dos ramos usados no Domingo de Ramos do ano anterior. Elas são sinal de humildade, recordando ao cristão a sua origem e o seu fim: “E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra” (Gn 2,7); “até que te tornes à terra; porque dela foste tomado; porquanto és pó e em pó te tornarás” (Gn 3,19).

Pascom AOR