ARQUIDIOCESE DE OLINDA E RECIFE

“Deus chama a gente pra um momento novo de caminhar junto com seu povo. É hora de transformar o que não dá mais; sozinho, isolado ninguém é capaz.” Juntos, cristãos de diversas igrejas participaram na noite da quinta-feira, 9, de celebração ecumênica, dentro da Semana de Oração pela unidade dos cristãos, entre os dias 5 e 11 de junho, período de preparação para a solenidade de Pentecostes, dia 12.

O ato foi celebrado pelo arcebispo de Olinda e Recife, dom Fernando
Saburido; e pelo presidente da Comissão Arquidiocesana de Pastoral para o Ecumenismo e Diálogo Inter-religioso, frei Tito Figuerôa; o pastor da Igreja Metodista do Brasil, Milton do Rego Barros e pelo padre da Igreja Ortodoxa Siriana da Mãe de Deus, João Francisco. Os líderes religiosos seguiram o roteiro proposto pelo Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (Conic) para a semana. Após as leituras do Salmo, Evangelho e do Ato dos Apóstolos, os representantes das igrejas cristãs teceram breves comentários.

“Unir-se em torno do ensinamento dos apóstolos chama as Igrejas a seconstituírem como Igrejas pascais, abertas à missão e capazes de dialogar com o mundo atual. A comunhão fraterna e a repartição do pão recordam que a vocação da Igreja cristã é ser profecia de um mundo novo e de partilha’, enfatizou dom Fernando. Em seguida, o pastor Milton reforçou a unidade proposta por Jesus. “Meu sentimento é que como povo de Deus somos um. Somos parte do corpo de Cristo, que nos faz um. Nós somos irmãos.”



Após as reflexões dos líderes das igrejas, foi aberta a palavras a todos os presentes. A coordenadora da Associação Fraterna de Igrejas Cristãs (Afic), Margarida Mendonça, falou sobre a esperança de que a intolerância religiosa chegue ao fim. “Como cristãos nossa vocação é a unidade. A gente tem certeza de que essa unidade irá se realizar porque é desejo de Deus”, afirmou. O liturgista, Reginaldo Veloso, alertou sobre o quadro desafiante presente em Suape. “Os discursos sobre o desenvolvimento escondem o que está acontecendo. Há pessoas de todos os lugares trabalhando em condições questionáveis e longe da família. Além do desenvolvimento de redes de prostituição infanto-juvenil e tráfico de drogas nos canteiros de trabalho. Eu acredito muito numa coisa: o único caminho que leva à unidade é o serviço à vida, aos mais necessitados”.

Ao final, os participantes se confraternizaram com abraços de paz no desejo de que o gesto fraterno se multiplique e se torne, de fato, realidade.

Da Assessoria de Comunicação AOR