ARQUIDIOCESE DE OLINDA E RECIFE

A Comissão Regional Pastoral para a Ação Sociotransformadora do Regional NE 2 CNBB promoverá, entre os dias 5 e 7 de novembro, uma série de debates, na cidade de Floresta, Sertão pernambucano, para discutir sobre o plano de implantação de uma usina de energia nuclear, em Itacuruba (PE). A data e a proposta da programação foram definidas na última quarta-feira (21/08), durante reunião dos membros do Conselho Episcopal de Pastoral (CEP) e do grupo de Coordenadores Diocesanos de Pastoral (CDP) do NE 2 CNBB, no Recife.

O evento deve reunir representantes de movimentos e pastorais sociais, da academia e autoridades civis, além de membros da CNBB NE 3, que abrange Bahia e Sergipe, e do Estado de Minas Gerais. As localidades fazem parte da região da Bacia do Rio São Francisco e, portanto, poderão ser diretamente afetadas caso a instalação da usina de energia nuclear se concretize.

Arcebispo de Olinda e Recife vem promovendo amplo debate com segmentos da sociedade desde junho

“Esse encontro será fruto de uma audiência que o arcebispo de Olinda e Recife, dom Fernando Saburido, promoveu em junho e reuniu professores, pastoralistas e deputados estaduais e federais. Vamos, em Floresta, dar a nossa contribuição para fazer crescer a unidade em defesa da vida e do desenvolvimento humanos com critérios cristãos e humanitários”, afirmou, dom Limacêdo Antonio da Silva, bispo auxiliar de Olinda e Recife e referencial para Comissão Regional Pastoral para a Ação Sociotransformadora.

A criação da fonte atômica de energia foi sinalizada no Plano Nacional de Energia 2050, elaborado pelo Ministério de Minas e Energia (MME). Além de Itacuruba, outras oito localidades no Nordeste e Sudeste do país estão sendo estudadas para abrigar usinas.

De acordo com informações da Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia e divulgadas pela imprensa, a Eletronuclear já concluiu estudos que indicam Itacuruba como a área ideal para a construção do empreendimento com seis reatores e que custaria R$ 30 bilhões.

Apesar da intenção do Governo Federal, a legislação estadual proíbe a instalação de uma usina atômica em Pernambuco. De acordo com o Artigo 216 da Constituição Estadual, está proibida a instalação de usinas nucleares no Estado enquanto não se esgotarem toda a capacidade de produzir energia hidrelétrica e de outras fontes.

(Fonte: site CNBB NE2)