No próximo domingo, 19/11/17, a Igreja Católica celebra uma data histórica, convocada pelo papa Francisco: o 1º Dia Mundial dos Pobres. Ao instituir esta celebração, a ser lembrada sempre no 33º Domingo do Tempo Comum do Ano Litúrgico, o sumo pontífice emitiu uma mensagem oficial e reitera que hoje e sempre, os pobres são os destinatários privilegiados do Evangelho.
Em sintonia com este propósito de uma igreja atenta aos mais pobres, a Arquidiocese de Olinda e Recife, na pessoa de seu arcebispo, dom Fernando Saburido, convidam toda a sociedade para vivenciar o 1º Dia Mundial dos Pobres, no próximo domingo, no abrigo de idosos Cristo Redentor, às 10h30, onde o arcebispo metropolitano vai refletir a mensagem do santo padre. A reflexão acontecerá durante a realização da visita pastoral à paróquia de Nossa Senhora de Lourdes, em Cavaleiro, Jaboatão dos Guararapes, no grande Recife. Vale observar que, ao instituir esta data, o papa Francisco traz à tona o Pacto das Catacumbas, documento que alguns bispos assumiram, por iniciativa própria, com os pobres e que foi firmado há 52 anos, por ocasião da conclusão do Concílio Vaticano II. O Pacto das Catacumbas consistiu em uma iniciativa particular proposta pelo saudoso dom Helder Camara, e que contou com a adesão de quarenta bispos participantes do Vaticano II, em Roma. O documento assinado trouxe imediatas repercussões no estilo de vida despojado de bispos e padres, abrindo mão dos símbolos de poder esclesial e colocando os pobres no centro de sua ação pastoral.
Em sua mensagem para o 1º Dia Mundial dos Pobres, o papa Francisco adota como título trecho da Primeira Carta de São João (1Jo 3,18): “Não amemos com palavras, mas com obras”, e retoma os primórdios da Igreja, que se apresentou ao mundo como comunidade cristã de serviço aos mais pobres. Como ícone desta data, o papa destaca o exemplo de vida de São Francisco do Assis, que mostra a força transformadora da caridade e que impacta no estilo de vida dos cristãos. O sucessor de Pedro resume que “não haverá justiça nem paz social enquanto Lázaro jazer à porta da nossa casa”, referindo-se à indiferença da sociedade em relação aos marginalizados.
Propondo a realização de gestos e obras concretas de caridade, o papa Francisco convida a Igreja e os fiéis católicos a encararem os pobres como a “carne de Cristo”: “Se realmente queremos encontrar Cristo, é preciso que toquemos o seu corpo no corpo chagado dos pobres, como resposta à comunhão sacramental recebida na Eucaristia”. O papa vai além, e provoca: “Neste domingo, se viverem no nosso bairro pobres que buscam proteção e ajuda, aproximemo-nos deles, pois será um momento propício para encontrar o Deus que buscamos”.
Link para o vídeo do Vaticano sobre o Dia Mundial dos Pobres:
https://www.facebook.com/Aleteiapt/videos/1751395451559117/
Link para documentário sobre os 52 anos do Pacto das Catacumbas:
O Pacto das Catacumbas no depoimento de bispos brasileiros que participaram do Concílio Vaticano II. O padre José Oscar Beozzo, historiador, aponta semelhanças do Pacto com o papado de Francisco.
Depoimentos de dom José Maria Pires, dom Pedro Casaldáliga, dom Helder Camara, dom Antônio Fragoso, dom Waldir Calheiros, dom Antônio Ribeiro, dom Adriano Hipólito.
Pacto das Catacumbas – O Pacto foi um documento redigido e assinado por quarenta padres participantes do Concílio Vaticano II, entre muitos bispos latino-americanos e brasileiros, no dia 16 de novembro de 1965, pouco antes da conclusão do Concílio. Este documento foi firmado após a celebração da Santa Missa na catacumba de Domitila e teve como um dos idealizadores dom Helder Camara. Composto por treze itens, o Pacto das Catacumbas convocava os bispos signatários a adotarem um estilo de vida despojado, abrindo mão dos privilégios e símbolos de poder eclesial, assumindo o compromisso de colocar os pobres no centro de seu ministério pastoral.
(Pascom Arquidiocese)







