Na noite da sexta-feira, 27/10, a Comissão de Justiça e Paz da Arquidiocese de Olinda e Recife realizou o 1°Fórum de Justiça e Paz, na Universidade Católica de Pernambuco (Unicap). O encontro trouxe como tema “Um olhar sobre os direitos humanos” e sua proposta teve como objetivo promover o diálogo entre a igreja e sociedade, incentivando o respeito e a maior tolerância entre as pessoas, alertando para a garantia de direitos. A abertura da programação do primeiro dia do fórum foi presidida pelo arcebispo de Olinda e Recife, dom Fernando Saburido. A mesa de autoridades foi formada pelo reitor da Unicap, padre Pedro Rubens, pelo presidente da Comissão de Justiça e Paz arquidiocesana, Antônio Carlos Maranhão, pelo arcebispo metropolitano e pelos dois palestrantes da noite, o Secretário-Geral da CNBB, dom Leonardo Steiner, pelo advogado Marcelo Lavenère, ex-presidente da OAB Nacional.
Dom Fernando Saburido, em seu discurso de abertura do 1°Fórum de Justiça e Paz, exprimiu a sua alegria em prosseguir com uma iniciativa pensada por dom Helder Camara: “Sabemos o quanto dom Helder se esforçou para criar a Comissão de Justiça e Paz (CJP), em seu arcebispado”. O arcebispo metropolitano traçou um histórico da CJP e evidenciou a necessidade de escutar as bases e colher as sugestões junto aos grupos de trabalho, no segundo dia do fórum. Dom Fernando agradeceu a presença e a participação dos representantes de pastorais, voluntários, leigos, religiosos, comunidades, movimentos, ONG’s e do poder público. O reitor da Unicap, padre Pedro Rubens, expressou seu contentamento em acolher o 1° Fórum de Justiça e Paz na 15ª edição da Semana de Integração da Unicap. Antônio Carlos Maranhão, presidente da Comissão de Justiça e Paz destacou que estava vendo um auditório lotado de pessoas contaminadas pela esperança.
Em sua palestra, intitulada “Fé e Política: uma igreja em Saída”, dom Leonardo Steiner discorreu sobre o tema, e propôs algumas reflexões: “A razão de existência da Igreja é evangelizar. A igreja nasceu para ser samaritana, para acolher e estar no meio do povo e é esta conjunção que proporciona o encontro com Jesus.” O bispo auxiliar de Brasília concluiu, afirmando que uma igreja em saída não deve ter medo de sentir o cheiro das ovelhas. Entrevistado pelo site da Arquidiocese sobre o contexto político atual do Brasil, dom Leonardo expressou sua preocupação com a aparente apatia dos eleitores brasileiros: “A CNBB apela para a apuração da corrupção e defende a realização de uma reforma política pautada no diálogo. Precisamos insistir no diálogo e motivar a sociedade a participar das discussões que ajudem na transformação social.”
A segunda palestra da noite foi protagonizada pelo advogado Marcelo Lavenère, membro da Comissão Brasileira de Justiça e Paz. Intitulada “Justiça a serviço da cidadania”, a palestra foi iniciada com Lavenère provocando a plateia com a seguinte frase: “Cidadania não chega de bandeja. É preciso muita luta.”
Na manhã deste sábado, 28/10, o segundo dia do Fórum de Justiça e Paz será marcado pelo encontro dos grupos temáticos de trabalho. E o encerramento do evento acontecerá com um momento de celebração e diálogo inter-religioso, à tarde. A partir das conclusões e sugestões obtidas com o Fórum, as ações e o planejamento da Comissão de Justiça e Paz vão ser pautados. A Comissão de Justiça e Paz da Arquidiocese foi refundada para promover os direitos humanos (sociais, políticos, civis, assim como os direitos econômicos, culturais e ambientais), à luz da doutrina social da Igreja.
Confira abaixo a programação do segundo dia do Fórum:
DIA 28 – Das 8h30 às 17h
Rodas de Conversa: salas dos Direitos Humanos (Civis, Sociais, Políticos, Econômicos, Culturais e Ambientais)
Serão organizadas seis salas/Grupos Temáticos, para cada um desses direitos, e em cada uma, serão discutidas questões que afetam o pleno exercício dos direitos e ações para superação das mesmas.
08h30 – Esclarecimento sobre o funcionamento das Salas/Grupos Temáticos (GT).
09h – Em cada sala/GT:
Provocação inicial;
Formação das rodas com no máximo 10 pessoas. A sala poderá ter mais de uma roda, dependendo do número de pessoas que queiram discutir as questões que afetam o exercício daquele direito.
Início das discussões, escolha do relator de cada roda;
Conclusão: escolha das 3 propostas de cada roda para enfrentamento dos problemas discutidos.
12h – Almoço livre
13h30 – Acolhimento cultural
14h – Retorno para as salas/GTs:
Plenária das rodas de cada sala para definição das três prioridades para cada um dos direitos debatidos (síntese das propostas de cada roda da sala) e escolha do relator para apresentação na Plenária Final.
15h – Plenária Final: Apresentação das três prioridades de cada sala/GT.
16h30 – Celebração inter-religiosa.
17h- Encerramento
(Pascom Arquidiocese)







