Na noite da última quinta-feira, 21/09, o arcebispo de Olinda e Recife, dom Fernando Saburido, presidiu a Santa Eucaristia na paróquia de São Miguel Arcanjo, no município de Ipojuca, região metropolitana do Recife. A missa campal aconteceu em frente à igreja matriz de São Miguel Arcanjo, que integra a paróquia e a escola paroquial de mesmo nome. Neste ano, a paróquia completa 410 anos de criação e a escola, 400 anos.
Na missa, o arcebispo metropolitano celebrou a memória de São Mateus, que foi apóstolo e evangelista. Dom Fernando destacou, em sua homilia, que São Mateus era coletor de impostos (publicano) e quando ouviu a Palavra de Jesus, renunciou a vida ligada ao dinheiro e ao poder e juntou-se ao seguimento de Cristo. Para concluir, dom Fernando lembrou que o tempo da festa do padroeiro é um tempo de missão, convidando os paroquianos a uma confraternização extramuros, levando o testemunho do Evangelho a todas as partes.
O pároco frei Carlos Antônio Silva Souto concelebrou a missa e destacou que, segundo registros históricos, em 1617, os frades franciscanos instalaram no convento a escola paroquial e iniciaram o trabalho de alfabetização com moradores da região. Atualmente, a Escola Paroquial São Miguel Arcanjo está sob a gestão do município de Ipojuca. Ao término da missa, professores e funcionários da escola foram homenageados pela paróquia. Em seguida, a banda de fanfarra da escola fez uma apresentação e o público presente assisitiu a um concerto executado pela Orquestra Criança Cidadã – núcleo de Ipojuca. A festa de São Miguel Arcanjo continua na paróquia de Ipojuca até o dia 29/09, dia do padroeiro.
História de São Miguel – A Igreja Católica tem uma grande devoção por São Miguel Arcanjo, especialmente para pedir-lhe que nos livre das ciladas do demônio e dos espíritos maléficos. E quando o invocamos, ele nos defende, com o grande poder que Deus lhe concedeu, e nos protege contra os perigos, as forças do mal e os inimigos.
Essa hierarquia celeste, em parte, é também encontrada no Missal Romano no prefácio dos anjos: “Pelo Cristo vosso Filho e Senhor nosso, louvam os Anjos a vossa glória, as Dominações vos adoram, e reverentes, vos servem Potestades e Virtudes. Concedei-nos também a nós associar-nos à multidão dos Querubins e Serafins, cantando a uma só voz”.
Juntamente com São Gabriel e São Rafael, São Miguel faz parte do Coro dos Arcanjos, e seu dia é comemorado em 29 de setembro.
A Igreja Católica tem em alto conceito a devoção aos Santos Anjos. Acredita na sua existência que é provada por muitas citações bíblicas, tanto no Antigo como no Novo Testamento. Sabe e ensina, que os anjos, como Santos mensageiros de Deus, desempenham uma missão especial em nosso favor. São defensores, do corpo e da alma, em todos os perigos, principalmente na hora da morte.
Como um dos primeiros, senão o primeiro e mais eminente dos espíritos celestiais, os livros sagrados nos apresentam São Miguel. O profeta Daniel dá a S. Miguel o título de Príncipe dos Anjos, e a Igreja enumera-o entre os arcanjos. Seu nome tem o significado de “Quem é como Deus ?”, pois foi São Miguel que se pôs à frente dos anjos fiéis contra Lúcifer, o chefe dos anjos rebeldes, em defesa da autoridade de Deus. São Miguel é um espírito guerreiro, arauto de Deus, e Príncipe dos exércitos celestiais. A arte cristã o apresenta como tal, em armadura brilhante, com lança e espada, em vôo como de mergulho se precipitando sobre o dragão infernal, e, fortemente o investindo, fazendo-o sentir o vigor irresistível do pé vitorioso, arremessa-o às profundezas do inferno.
São Miguel pelos judeus era havido como protetor do povo eleito. Segundo o Apóstolo São Judas, o cadáver de Moisés estava entregue aos cuidados do arcanjo. Foi este mesmo arcanjo quem apareceu a Josué antes da tomada de Jericó e lhe prometeu seu auxílio; foi São Miguel que defendeu os israelitas contra as hostes de Senacherib, desbaratando-as; foi ainda São Miguel quem se opôs a Balaam, quando ia amaldiçoar o povo de Deus. Heliodoro experimentou a força vingadora do arcanjo, quando se aparelhou para praticar o roubo sacrílego do templo. (2. mac. 3, 25).
Da sinagoga e do povo eleito a missão de São Miguel se transferiu à Igreja de Cristo. Numerosas são as suas aparições registradas na história da Igreja. Seu nome é mencionado várias vezes no sacrifício da Santa Missa. No “Confiteor” o sacerdote se dirige ao arcanjo São Miguel, e invoca sua intercessão junto de Deus. Sobre o incenso, na missa solene é invocado seu nome. Ao Santo anjo, isto é, a São Miguel, o sacerdote logo depois da consagração se dirige, com o pedido de levar o santo sacrifício ao altar sublime de Deus. Terminada a missa rezada, em uma oração especial o povo pede a São Miguel que o defenda no combate; cubra-o com o seu escudo contra os embustes e ciladas do demônio; precipite ao inferno a Satanás e aos outros espíritos malignos que andam pelo mundo para perder as almas. Na história da Igreja são mencionadas duas aparições de São Miguel: Uma ao Papa Gelásio I no monte Gargano. A festa de hoje é a comemoração deste fato e da consagração da Igreja de S. Miguel naquele lugar. Mais conhecida é a outra, de que foi dignado o Papa S. Gregório, o Grande, em ocasião de em Roma grassar a peste.
São Miguel apareceu ao Papa no Castelo de Santo Ângelo e em sinal de cessão da epidemia, meteu a espada na bainha. Realmente a epidemia imediatamente parou de fazer vítimas.
A São Miguel Arcanjo atribuem-se três funções:
– A de guiar e conduzir as almas ao céu, depois de tê-las pesado na balança da justiça divina;
– De defender a Igreja e o povo cristão;
– De presidir no céu o culto de adoração à Santíssima Trindade e oferecer a Deus as orações dos Santos e dos fiéis.
(Pascom Arquidiocese/fonte: site Jesus Pão da Vida)








