ARQUIDIOCESE DE OLINDA E RECIFE

PoloO Papa Francisco chegou à Polônia pelas 16 horas do dia 27 de julho ao aeroporto S. João Paulo II na cidade de Cracóvia. Depois o Santo Padre foi recebido pelo Presidente da República, pelas autoridades civis do país e os membros do Corpo Diplomático.

No discurso que proferiu, o Papa recordou que a Polônia é um país de memória, tendo-se sempre sentido impressionado pelo “sentido vivo da história do Papa João Paulo II” tendo se referido aos “mil e cinquenta anos do Batismo da Polônia”. Uma “nobre nação” que soube “fazer crescer a memória boa e deixar para trás a má” – afirmou.

Na conclusão do seu discurso Francisco convidou a nação polaca “a olhar com esperança o futuro e as questões que tem de enfrentar”, referindo-se, em particular, às “políticas sociais em favor da família”, sublinhando que “a vida deve ser sempre acolhida e protegida” desde a concepção até à morte natural, e todos somos chamados a respeitá-la e a cuidar dela – declarou o Papa.

O Papa Francisco também se encontrou com os bispos poloneses na Catedral de Cracóvia. Foi um momento simples e familiar, em que o Pontífice respondeu a algumas perguntas. Mas antes de iniciar, Francisco pediu uma oração pelo Presidente do Pontifício Conselho para os Agentes de Saúde, o Arcebispo polonês Zygmunt Zymowski, que morreu no dia 12 de julho. Os bispos rezaram também pelo Cardeal Franciszek Macharski, imediato sucessor de Karol Wojtyla como Arcebispo de Cracóvia e que atualmente está internado num hospital da cidade.

As perguntas dos bispos disseram respeito a vários argumentos, sendo o primeiro deles sobre a secularização na Polônia. Para Francisco, o “remédio” para esta situação é estar em meio ao povo. Proximidade é também o ingrediente fundamental do relacionamento dos bispos com os sacerdotes. Quanto aos jovens, o Papa ressaltou a importância dos avós para a transmissão da fé. Francisco falou também da misericórdia e de aplicá-la para combater a idolatria do dinheiro.

Uma das perguntas se referia aos refugiados. Francisco disse que não há uma fórmula a ser aplicada de modo universal: depende do país, de suas possibilidades e de sua cultura. O importante é estar aberto e ser acolhedor – um princípio cristão.

Depois de deixar a Catedral de Cracóvia, o Papa participou de uma festa dos jovens italianos reunidos na esplanada diante do Santuário da Misericórdia. Através de conexão em vídeo, o Pontífice respondeu a três perguntas feitas pelos jovens, sobre medo, bullying e ódio. Francisco respondeu que na vida carregamos muitas cicatrizes, mas a sabedoria está em saber prosseguir, ir avante, com os fatos bons e ruins que nos acontecem. “Devemos pedir a graça da mansidão, que abre o caminho ao perdão… Na vida é preciso escolher: ou faço pontes ou faço muros”, disse.

Com informações da Rádio Vaticana