O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN devolveu reformada, hoje (14), à Arquidiocese de Olinda e Recife, a Concatedral São Pedro dos Clérigos, conhecida como Igreja de São Pedro dos Clérigos, localizada no Pátio de São Pedro, no bairro de Santo Antônio, no Recife. A igreja estava fechada desde dezembro de 2012 para obras de restauração e conservação – obras civis que incluem reforço estrutural, tratamento de piso, paredes, coberta e instalações elétricas.
O bispo auxiliar da Arquidiocese, Dom Antônio Tourinho, foi até a igreja para assinar os papeis da entrega oficial da obra, acompanhado do secretário de gabinete da Cúria , Padre Moisés Lima, e da coordenadora de projetos da Comissão de Restauro e Conservação da Arquidiocese, Telma Liege Lobo. O bispo afirmou que a devolução da igreja é de grande importância para a comunidade católica, tendo em vista que é um templo onde se presta culto a Deus e que volta a cumprir o destino de lugar sagrado, onde a assembleia se reúne em torno da liturgia. “Também para o público em geral, porque esse templo faz parte do acervo artístico e do patrimônio cultural da cidade do Recife”, completou Dom Tourinho.
Para a coordenadora técnica do IPHAN/PE, Cremilda Martins de Albuquerque, que estava no local representando a Superintendência do órgão, o momento era de satisfação, apesar de o acervo artístico não ter sido contemplado na reforma. “De pronto, é importante que a igreja seja um local seguro para os fiéis. Espero que em breve haja a recuperação dos bens móveis (cadeiras e equipamentos) e integrados (altares e forros), que devem ser contemplados em outro projeto”, comentou a coordenadora.
Cartão postal do Recife, a Igreja de São Pedro dos Clérigos, de estilo barroco, começou a ser construída em 1728. A capela-mor ficou pronta em 1729, o corpo da igreja foi terminado em 1759 e as torres sineiras e o conjunto de pinturas e obras talhadas foram concluídos em 1784. A igreja traz uma portada (estrutura em volta da porta principal) única no estado, talhada em pedra de cantaria.
Segundo a engenheira civil Monique Oliveira, da empresa Pires & Giovanetti Engenharia e Arquitetura, que foi contratada pelo IPHAN para realizar as obras, o principal problema da igreja era uma grande fenda em uma das torres, o que já foi sanado. Os recursos para a obra, na casa do 3 milhões de reais, foram parcialmente oriundos do PAC Cidades Históricas, programa do Governo Federal.
Igreja, pátio e casario foram tombados pelo IPHAN em 1938. Com a reforma, a Arquidiocese pretende retomar, em breve, as atividades religiosas da igreja, mantendo-a aberta, inclusive, para visitação turística.
Pascom AOR
Veja mais fotos sobre o assunto no álbum da Fan Page da Arquidiocese no Facebook.







