Mais de 700 kits de higiene pessoal foram entregues hoje pela manhã às encarceradas da Colônia Penal Feminina de Caetés II, após a celebração eucarística que acontece, todos os meses, nas dependências do presídio, localizado em Abreu e Lima. Os kits são fruto de campanha de arrecadação na Paróquia de Nossa Senhora das Graças, no Recife, e foram levados pelo pároco das Graças, Padre Josenildo Tavares, que concelebrou a missa ao lado de Padre Antônio Gomes, da Paróquia São João Bosco, de Caetés.
“Eu poderia mandar os kits pelo pároco de Caetés, mas fiz questão de vir aqui, ver e falar com elas, para voltar e dizer aos paroquianos ‘visitei as encarceradas e dei o abraço que vocês mandaram’ porque esse retorno é muito importante”, comentou Pe. Josenildo. (Assista ao vídeo)
Em sua homilia, padre Josenildo lembrou as palavras de Jesus (Mt 25,36) “Estive preso e vocês me visitaram”, que se complementam com “O que vocês fizeram a algum dos meus menores irmãos, a mim o fizeram (Mt 25,40). Disse que a celebração é um momento para falar com Jesus, e que o cárcere deve ser um tempo de aprendizado para, quando saírem, todas possam celebrar a alegria do seguimento de Jesus Cristo com suas famílias.
Integrantes da Pastoral Carcerária vão à Colônia Feminina todas as quintas-feiras pela manhã, para aconselhamentos, conversas, orações e oficinas de artesanato. A missa é celebrada uma vez por mês, pelo pároco Antônio Gomes. Cerca de 500 mulheres estão encarceradas, mas são poucas as que recebem visita de familiares, o que torna a Pastoral muito importante e necessária. Rosineide Firmino Leite, 51 anos, está na Colônia há mais de três anos e ainda não recebeu visita.
“Os homens encarcerados recebem a visita de suas mulheres regularmente, mas quando a mulher é presa, ela é esquecida e rejeitada por seus maridos e companheiros, além do que muitos deles estão presos”, conta Padre Antônio. Isso justifica as palavras da detenta Irene Oliveira, que foi ao microfone para expressar seu sentimento após a celebração. “Hoje é um dia de grande felicidade, porque é muito importante para nós, encarceradas, termos uma visita de fora para nos trazer paz, alegria e caridade”, afirmou.
Pascom – AOR







