ARQUIDIOCESE DE OLINDA E RECIFE

PASCOM AOR

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O arcebispo de Olinda e Recife, dom Fernando Saburido, deu posse ao padre Dennys Pimentel como pároco na noite desta terça-feira, 06. O sacerdote era administrador da Paróquia Nossa Senhora de Fátima, na UR-11 Ibura, Jaboatão dos Guararapes, e recebeu a provisão de pároco permanecendo por mais seis anos à frente da comunidade paroquial. A cerimônia ocorreu dentro do novenário da padroeira.

Outros dois padres passaram de administradores para párocos, o padre Damião Silva da Paróquia Santo Amaro, em Jaboatão dos Guararapes, e o padre Hélio do Nascimento da Paróquia São Francisco de Assis, na Vila Torres Galvão, cidade do Paulista. Os três presbíteros irão zelar pastoralmente pelas respectivas comunidades paroquiais até 2021.

De acordo com dom Fernando os padres foram confirmados na direção da paróquia porque vinham correspondendo às expectativas. “Resolvemos estender a estada deles na paróquia por mais seis anos. Espero que continuem fazendo um bom trabalho, pois as regiões em que estão são carentes e vejo que estão produzindo efeito com seus carismas e forma de conduzir a paróquia”, ressaltou o arcebispo.

Incardinação

Talvez, soe estranho o termo padre. Mas a mudança tem uma razão. Os, agora, padres Dennys e Damião foram incardinados na arquidiocese com o parecer positivo da Ordem dos Carmelitas. A incardinação é a aceitação canônica de um religioso ou sacerdote por uma diocese após período de experiência.

O chanceler da cúria arquidiocesana, padre Cícero Ferreira explicou como é feito esse processo: “Pela ordenação diaconal se o candidato é diocesano, automaticamente é confirmado, ou seja, incardinado naquela diocese. Quando ele é de uma congregação religiosa, então a incardinação é feita na congregação. A partir do momento que o religioso está se identificando mais com a vida secular e do que com as regras da congregação, ele conversa com o bispo e com o superior deles e pede para fazer uma experiência na arquidiocese assumindo uma paróquia ou ainda como vigário paroquial”, esclareceu.

Essa saída temporária da vida do claustro concedida pelo superior por determinado tempo é chamada de exclaustração. Passado esse período, que em geral varia de um a três anos renováveis, o religioso decide se quer voltar para a vida conventual ou fazer o pedido para deixá-la definitivamente. Nesse intervalo, ele faz o pedido ao bispo, que deve consultar o conselho presbiteral. A tendência é seguir a decisão do conselho sendo positiva ou não.

Com o pedido aceito, o religioso é avisado da decisão, assim como, os superiores dele. A congregação deve solicitar o desligamento ao Instituto de Vida Consagrada e Sociedade de Vida Apostólica, em Roma. A entidade envia um decreto fazendo com que ele seja desligado da vida religiosa já que o bispo está disposto a acolhê-lo no clero da diocese. Com a chegada desse documento, o bispo emite o decreto de incardinação e o recebe.