Morre irmã Adélia, religiosa que presenciou a aparição de Nossa Senhora em Cimbres

14 Oct 2013 | Categoria: Notícias
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irma-adelia-helder-tavares-dpEstá sendo velado, na capela do Colégio Damas, o corpo de irmã Adélia. Ela faleceu na noite deste domingo, 13 de outubro, no Recife, aos 91 anos. A missa de corpo presente será celebrada nesta segunda feira (14), às 14h30, na Capela do Colégio Damas. O acesso da imprensa à capela será permitido a partir das 10h.

Irmã Adélia estava entre as três crianças que afirmam ter visto Nossa Senhora, em 1936, na Cidade de Pesqueira, no agreste do Estado, onde nasceu. Até hoje, o pequeno distrito de Cimbres ainda atrai centenas de fiéis que visitam o lugar onde aconteceram as aparições. Maria da Luz Teixeira de Carvalho, nome de batismo da religiosa, estava internada há 18 dias no Hospital Português para tratar de problemas respiratórios, mas não resistiu e neste domingo teve falência múltipla dos órgãos. Irmã Adélia morava em uma das comunidades religiosas situadas no Colégio Damas.

Veja abaixo a última entrevista de Irmã Adélia  concedida a um veículo de comunicação. A religiosa conversou com alunos sobre sua vida e as aparições para o Caderno Especial publicado no ano de 2011.

 

Jornal do Commercio – 12/10/2011

“COMO NUM RELÂMPAGO, VIMOS NOSSA SENHORA”

No dia 6 de agosto de 1936, há 75 anos, a vida de irmã Adélia foi transformada pela presença de Nossa Senhora. No Sítio Guarda, em Cimbres, um pequeno distrito de Pesqueira, a 215 km do Recife, Maria da Luz, nome de batismo de irmã Adélia, viu a imagem de uma senhora coberta com um manto azul e branco, que carregava uma criança nos braços. A partir de então, a religiosa das Damas da Instrução Cristã presenciou outras aparições de Nossa Senhora. A última, em 1985, quando foi ao santuário e ficou curada de um câncer por graça da Santa. As aparições foram testemunhadas pelo secretário-geral da Diocese de Pesqueira na época, monsenhor José Kherle. Cimbres, hoje, recebe centenas de fiéis todos os anos, que visitam o lugar em busca de graças. Lúcida e com 89 anos, irmã Adélia é discreta ao falar sobre as aparições, mas aceitou conversar com os alunos-repórteres e concedeu essa entrevista exclusiva. A seguir os principais pontos abordados nesse encontro.

Alunos: Ana Beatriz Santos, Mariana Tavares, Maria Isabel, Taynná Andrea – 5ª série. Marcela Cavalcanti, Alice Coimbra, Rebeca Silva, Amanda Andrade – 7ª série

 

APARIÇÃO

Eu desci com minha companheira (Maria da Conceição, uma moça pobre, que, aos 16 anos, agregou-se à família de irmã Adélia) para colher mamona. Lá eu me lembrei dos cangaceiros de Lampião, que tinham atacado Seu Rogério, que era amigo do meu pai. Então, a gente teve medo. Aí, a gente subiu na pedra, que ficava entre dois coqueiros. Ficamos lá sem saber o que fazer. Então, uma disse para outra: “O que a gente faz agora? Não podemos nem descer e nem subir.” O meu pai estava longe e não passava ninguém. Estávamos abandonadas nas mãos de Deus. Então veio um relâmpago e nesse relâmpago vimos Nossa Senhora. Eu fiquei inundada de Deus. Foi uma graça que Deus me deu. Eu ainda estou esperando uma resposta. Só no céu é que eu vou saber o que ela quis de mim.

VIDA DE FÉ

Um rapaz foi me pedir em casamento ao meu pai. Eu não queria e disse ao meu pai que queria ser religiosa. Saí de casa. Caminhei quatro léguas num caminho perigoso. Quando cheguei em Pesqueira a pé descalço (as sandálias tinham quebrado) estava tudo fechado, mas eu perguntei onde passava o ônibus para o Recife. Quando veio o ônibus, entrei e me sentei. O cobrador achou esquisito e disse que queria a passagem. Quando chegou em Vitória (de Santo Antão), saí pedindo para os passageiros me ajudarem. Louvado seja Deus porque todo mundo teve pena de mim. Quando cheguei ao Recife, liguei para o Colégio (Damas) e as irmãs foram me buscar. Elas já me conheciam porque eu havia estudado em Garanhuns (na escola Santa Sofia, que pertence à rede Damas). Deus quis que eu fosse religiosa e não fosse do mundo.

SANTA

Não acho que sou Santa, mas para Deus nada é difícil. Deus quer que todo mundo seja santo, então, eu estou no meio. Minha devoção é em Nossa Senhora das Graças porque ela tem graças para socorrer todo mundo, mas ninguém chama. Ela está de mãos abertas. Ela quer socorrer todo mundo.

MENSAGEM

Nossa Senhora quer que (os jovens) lutem. Nossa senhora quer que os jovens sejam corajosos para vencer. Amar o próximo como a si mesmo. Diversas vezes, ela me arrancou das mãos dos inimigos. Estou esperando a vez que ela me leve para o céu. Estou esperando este momento para que eu veja o céu aberto.

 

Fonte: Assessoria de Comunicação Colégio Damas
Foto: Helder Tavares

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